Temporada 5, episódio 1

Parece que foi ontem. 31 de julho de 2010 e eu até altas horas aprendendo a mexer no wordpress, arrumando uma coisinha aqui e ali, toda entusiasmada com meu novo projeto: o blog Dona Drama. Quatro anos depois, escrevo com a mesma ansiedade da estreia, mas com algumas vantagens a mais, acredito.

A começar pelo fato de eu estar um pouco mais “madura”, por assim dizer. O tempo me fez dar uma relaxada comigo. Já não tenho mais aquela necessidade de autoafirmação para me enquadrar em algum grupo, de provar a mim ou a alguém que sou especial ou que minha vida é interessante por isso ou aquilo.

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Em busca do fio da meada

Quando eu tinha 13 anos, na 7ª série, o colégio em que eu estudava passou a oferecer um curso de bordado em ponto cruz durante as tardes. Coisas de interior de Minas. Eu, moça chegada nos artesanatos que era, comecei a fazer as aulas, passando a dominar a técnica em poucos dias. Pra quem não conhece e como o próprio nome já diz, é um tipo de bordado em que a gente vai fazendo cruzinhas em um tecido furadinho, variando o número de pontos e de cores até formar uma letra ou desenho.

Exageros à parte, fazer bordado em ponto cruz exige paciência, capricho e perseverança. Um bom bordado é descoberto pelo verso, não pela frente. E um projeto simples, como uma toalha, por exemplo, pode demorar dias. Também é preciso material. Boas agulhas, um tecido com quadradinhos furados, bastidor (opcional) e mais aquilo que faz a mágica acontecer: a linha. Conforme aprendi, o melhor fio para o ponto cruz é o fio da meada, mais fino e macio que os outros.

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Sobre ter 28, quase 29 e um grande projeto pra antes dos 30

É, minha, gente, cá estou de novo, comemorando os três anos de vida do Dona e prestes a completar outros tantos meus. Dessa vez, não deu pra fazer listas nem cumprir pendências. O tal inferno astral até tentou me pegar, ficou uns dias poucos e depois foi embora, meio sem graça. Mas o fato é que os 29 estão chegando e eu ainda não havia escrito sobre o porquê dos 28 serem tão importantes a ponto de merecerem 31 posts seguidos. A hora é agora!

28 anos, pra mim, sempre foi uma idade referência. Quando eu tinha 19 e algo de ruim me acontecia, eu pensava: aos 28 isso não vai ser nada. Uma desilusão amorosa? Aos 28 isso não vai ser nada. Um “não” numa entrevista de estágio? Aos 28 isso não vai ser nada. Um desentendimento com um amigo? Aos 28 isso não vai ser nada. Não sei o que se passava na cabeça da Ana de 19, mas acho que ela imaginava a Ana de 28 como uma super-Ana. Nada mais seria problema aos 28, a idade imaginária do sucesso.

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Quando se vê, já é setembro!

E eu arrebatada por aquela sensação de que, se não escrevo agora, as palavras fogem pra sempre. E aí se vão mais 40 dias sem que eu retorne ao meu refúgio aberto.

Falemos, então, dos 40 dias pra trás.

A começar pelo Papa, fui, vi, venci, e trouxe pra agosto e pra sempre um monte de palavras que deixaram a vida diferente. Sem mais para explicações, só um sentimento bom.  Fé  e esperança: como isso andava fora de moda em mim.

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Vou ali ver o Papa e já volto!

Sabe aquela semana estranha e gostosa em que a gente, além de trabalhar muito, ainda consegue ver amigos, postar, lavar roupa, ouvir música, malhar, namorar e ter alguns momentos só pra cuidar da gente? Pois é… Há muito não tinha uma dessas. E pra fechar com chave de ouro, estou arrumando as malas pra seguir rumo ao Rio, onde passarei os próximos dias.

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Uma nova chance pra luminária antiga

Na Em Minas de julho:

Ela te acompanhou na adolescência, enquanto lia os livros para o vestibular e estudava para os simulados. Depois, foi com você para a faculdade. E dá-lhe livro de sociologia, teoria da comunicação e jornalismo literário. Do time das baratinhas, no início ela era branquinha que nem neve, mas de tanto ir de um lado paro o outro, foi ficando suja, amarelada e teve o maleiro do guarda-roupas como destino.

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O casamento de uma grande amiga – Parte 2

No primeiro post eu falei sobre a minha amiga Bruna e sobre o quanto fiquei feliz em participar de um momento tão importante da vida dela. Agora, tenho que falar de todo o meu encantamento pelo bom gosto da decoração do casório.

Ainda não havia mostrado o convite, feito por mim :). Bruna mandou as imagens e os modelos e fui fazendo conforme ela sugeria. Não sou designer gráfico, mas sabe como é, rs, a gente tem a versatilidade de quem é de humanas. Também acredito que nada é impossível quando o assunto é ajudar amigos a realizarem sonhos. Soube que os convidados elogiaram e isso me fez ganhar alguns dias.

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365 dias fazendo algo

A ideia deste post nasceu semana passada, durante minha rotineira vasculhada na internet, essa linda.  É que o Hypeness, site ótimo de inovação e criatividade, publicou um texto sobre a saga do músico e artista Brock Davis, que em 2009 se propôs a criar algo novo todos os dias, pelo período de um ano.

Broccoli House

Fiz uma retrospectiva mental e me lembrei do tanto de projetos do mesmo tipo que existem por aí. Eu acho o máximo! Adoro listas de 365, 501, 1001… Até já tive a minha de 31. 🙂

O fato é que isso tem muito a dizer e a ensinar sobre criatividade. Embora possa ser um dom nato, característica de pessoas que em um estalo já estão cheia de boas ideias, a gente sabe que criatividade é algo que pode e deve ser diariamente estimulado em nós.

As listas de tarefas são apenas algumas das formas de fazer com que o cérebro se programe pra isso. Veja o tanto de exemplos:

Julie & Julia

Você se lembra de Julie&Julia? Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Julie Powel, que, frustrada com a própria vida, encontra uma saída na culinária e se propõe a cozinhar as 524 receitas de um dos livros da apresentadora de TV Julia Child. Para registrar o desafio, Julie cria um blog e passa a postar diariamente.

New dress a day

Muito legal. Em 365 dias e com 365 dólares, Marisa Lynch tem o desafio de transformar roupas de brechó em peças mais parecidas com ela. O projeto foi desenvolvido em 2010, se não me engano, mas a moça tomou gosto pela coisa e continua reformando peças até hoje.

about-newdressaday

Um Ano Sem Zara

Um dos meus blogs de moda favorito. Tem como autora a publicitária e fashionista Joanna Moura, que em determinado momento de sua vida percebeu que a conta bancária estava no vermelho por causa do armário cheio. Joanna juntou uma coisa com a outra e passou um ano só administrando aquilo que tinha no armário. Foi muito bacana porque também tem muito do trabalho de consultoria de estilo ali.

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365 Nuncas

O mais inspirador, poeticamente falando. Copiando do perfil: em 2011, Elisa Mendes e Steffania Albanez fizeram, todos os dias, algo que nunca tinham feito antes. O registro dessas experiências foi publicado diariamente. Descobri o blog no início da saga e coloquei logo no meu Reader, na época. E o mais bacana era perceber que fazer algo que a gente nunca fez não é nem um pouco difícil. Só ter mente e coração abertos.

deixarmeuslivros

Parece tão simples, né?! E é mesmo. Basta ter alguma ideia em mente, um pouco de disciplina e… Começar!

E agora me conta uma coisa, se você tivesse que escolher algo pra fazer em 365 dias, o que seria?

O casamento de uma grande amiga – Parte 1

Conheci a Bruna em 2007, ao ser apresentada aos colegas daquele que foi meu segundo emprego, em Ouro Preto. Trabalho vai, trabalho vem, fomos nos aproximar mesmo apenas em 2008, quando nos vimos intimadas a concluir um dos programas da empresa.

Bruna foi uma das minhas grandes confidentes durante o período. Almoçávamos juntas todos os dias e falávamos sobre muitas coisas: música, cinema, viagens, sonhos… E sobre o quanto a gente só sofreria em Paris.

Enquanto eu me propunha a ouvir todas as músicas do mundo, ela se propunha a assistir aos clássicos. E assim passávamos boa parte do horário de almoço na Set Palavras, locadora-livraria-café da cidade.

Na iminência de perder o emprego, a gente conversava sobre o quanto isso nos abria possibilidades e sobre o quanto poderíamos fazer da vida. Talvez um mestrado, um concurso… Talvez nos jogássemos no mundo. Sem nem sonhar que o destino nos mandaria pra BH. Ela, no caso, de volta, já que a capital mineira é sua cidade natal.

Bruna nunca optou pelo óbvio. Não é o tipo de pessoa que pede frango com catupiry, entende? Ela é a pessoa que te liga pra convidar pra um piquenique e jogar futebol americano ou pra marcar o dia de comprar chapéu. Que marca uma festa de despedida dos 20 anos antes de completar 30. Ela é divertida e é, definitivamente, uma das pessoas mais interessantes que já conheci.

Em junho, vi Bruna toda feliz, casando-se com um par bem alma gêmea dela. E até agora, quando me lembro de tudo, eu sinto uma alegria tremenda. Não só pelo casamento e por ter feito parte de um momento tão especial da vida de uma amiga, mas por saber que tudo foi do jeitinho que ela sonhou. Do jeitinho de quando conversávamos láááá em 2008. Só não foi na Grécia… Mas nem fez diferença.

casórioBruna3*Radiante: é a palavra que define 🙂

E eu também tive o prazer de ser dama de honra, ao lado da Dani, outra grande amiga nossa. E tudo foi tão legal e tão diferente do que a gente tem costume que eu logo imaginei em post. Aliás, descobri que amo casamentos.

casórioBruna2

A cerimônia foi há umas três semanas, num sábado de manhã, em um sítio lindo de viver, em Betim. Dentre os espaços disponíveis, o escolhido pro casório foi o gramado em frente a uma charmosa árvore. O dia estava lindo!

casórioBruna1

Sobre as músicas:

Não me recordo da música dos padrinhos, mas nós, as damas, entramos ao som de La Vie em Rose, de Piaf. A entrada da noiva foi dividida em duas músicas. A primeira foi She, de Elvis Costello, e a segunda, da hora em que ela encontrou o pai, foi All you need is love, dos Beatles. Flávia, irmã da Bruna, foi a porta-aliança. Ela entrou ao som de Somewhere over the rainbow. Dani e eu sugerimos outra música porque achamos essa muito triste (e conhecida), mas ela tocou numa versão instrumental mais animadinha. Em vez dos votos tradicionais, eles optaram pela leitura do Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Morais, feita pelo celebrante. Ao final, saímos ao som de Crazy little thing called love, versão de Michael Bublé. Uma trilha bem de comédia romântica e bem a cara da Bruna. Casamento deve ser assim né?!

No próximo post, fotos inspiradoras da decoração. 😉

Interrompemos nossa programação…

Porque, sinceramente, diante de tudo o que tem acontecido  nos últimos dias, tão rápida e intensamente, não consigo fazer outra coisa a não ser acompanhar exaustivamente cada movimento, reflexão ou discussão sobre as manifestações em nosso país. As informações aumentam em avalanche. Com tantos fatos e argumentos, minhas opiniões se constroem e desconstroem o tempo inteiro. E a verdade é que não me sinto à vontade pra seguir com as pautas do blog enquanto o país se revira do lado da fora.

Por isso, eu vou acompanhando daqui… E peço que você acompanhe daí também. Ainda não me informei sobre o pronunciamento da Dilma hoje, mas pelo burburinho, há uma pontinha de esperança surgindo. Vamos que vamos!

Logo, logo eu volto!