Sobre imagem e autoestima

O post de hoje é sobre o conteúdo do vídeo mais compartilhado entre as mulheres na última semana: Dove Retratos da Real Beleza.

Se você não viu, segue a versão estendida:

Muitas vezes, quando falo de imagem pessoal, sinto as pessoas torcendo o nariz e consigo até imaginar os balõezinhos de “que fútil” saindo pela cabeça delas. Eu entendo, já que a referência carregada pela maioria foi absorvida em programas do tipo “esquadrão da moda”, que têm o hábito de atrair mais audiência com a ridicularização dos outros que com a solução de seus problemas de autoestima.

Na verdade, não se trata de futilidade ou egoísmo. Não há dúvidas de que o mundo é infinitamente maior que o nosso umbigo e possui problemas bem mais graves e urgentes que a escolha do que vestir.

No entanto, gostaria de pedir que você parasse um pouquinho e me respondesse uma coisa. Em quais dias você tem mais disposição para fazer algo de bom pelas pessoas? Nos dias em que você acorda com a autoestima no chão e fica de mau humor ou nos dias em que está feliz e de bem com o espelho?

Se sua opção foi a primeira, descobri uma exceção à regra. Eu sempre fico mais receptiva ao mundo quando sinto que está tudo ok comigo. E com a maioria das pessoas que conheço é assim.

Não há dúvidas. O mundo carece de mobilização social e amor ao próximo. Mas como desenvolver esse amor se, antes disso, não conseguimos nem amar o que a gente é?

Vejo que essa foi a grande sacada do vídeo, mostrar o quanto nós, mulheres, somos críticas conosco e o quanto isso repercute mal sobre a forma como lidamos com o mundo. Florence, umas das personagens, conclui que deveria ser mais grata pela sua beleza natural. “Isso afeta as escolhas dos amigos que nós fazemos, os empregos a que nos candidatamos, como tratamos nossas crianças. Afeta tudo. Não poderia ser mais crítico para a felicidade” relata. E ela tem toda razão.

Por isso, mais uma vez, a gente frisa o quanto imagem pessoal tem a ver com autoestima. E dá um ponto extra para a marca, que trouxe uma boa reflexão pra estimular a gente a se ligar menos em padrões de beleza e valorizar mais o que tem de essencial. Um exercício constante, né?!

E já que, pra todo assunto de grande repercussão, tem sempre uma turma disposta a fazer piada, o grupo de comédia californiano New Feelings Time fez a paródia sobre a visão que os homens têm deles mesmos. É pra dar muita risada e concluir que, no fundo, taí uma coisa que a gente precisa aprender com eles.

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No nécessaire do trabalho – para meninas

Quem trabalha em horário integral põe o dedo aqui o/

E se vez ou outra, nesse meio tempo, você se descabela, transpira, quebra a unha, chora, tem resfriado ou é pega de surpresa por uma cólica ou dor de cabeça, só tenho uma coisa a dizer: bem-vinda ao mundo das reais e mortais mulheres independentes do século XXI.

Pensando nisso – e aproveitando a minha temporada de limpeza de desktop – resolvi preparar um kit de primeiros socorros para se ter na gaveta da mesa de trabalho e/ou na bolsa, caso você não trabalhe o dia todo em um mesmo ambiente.

Na verdade, há quem já tenha seus essenciais do batente muito bem definidos e organizados, mas não custa reforçar. Vai que você não tem…

Fotos: *Ana Passos (as imagens estão meio hepáticas. O combo luz + cor da parede do meu quarto definitivamente não é o melhor amigo das lentes. Vou providenciar outro “estúdio” na próxima). *Não escrevi meu nome errado. Ana Passos é a quase publicitária que mora comigo.

Para mãos e unhas:

Vidrinho de cobertura extra brilho, acetona, algodão, lixas, pomada para cutículas e creme hidratante.

Nossas mãos estão mais em evidência do que imaginamos. E é melhor uma unha sem esmalte que com esmalte descascado. Se você tem aquela reunião importante, em que vai apresentar um super projeto, mas se esqueceu de fazer as unhas, é bom ter sempre um kitzinho desses por perto. Mas moça, atenção: discrição até pra esse tipo de coisa. Nada de ficar lixando as unhas em público nem bancando a manicure na frente dos colegas. Cuidar das mãos é como passar batom, uma coisa entre você e você mesma.

Para a pele:

Hidratante, desodorante e perfuminho.

Essa é uma questão até meio complicada, que merecia um post exclusivo. Muitas pessoas não têm noção dos odores que emitem ao longo dia. E que nós não façamos parte desse grupo. É uma questão de equilíbrio. Cheiro de menos incomoda tanto quanto perfume de mais.

Para a boca:

Fio dental, escova de dente e enxaguante bucal. Inclui-se aí o creme dental também, e, quiçá, uma balinha de hortelã.

Conhece a regra do meio metro? Não? Eu explico. Ao conversarmos com alguém, o ideal é que estejamos a, no mínimo, meio metro de distância do nosso interlocutor.  Mas muita gente não sabe disso, até a gente esquece também. Por isso, o melhor é que estejamos preparadas para não jogar o bafão em cima dos colegas. Além do mais, higiene bucal é saudável e previne um monte de outras doenças. Ponto pacífico essa, né?!

Para os cabelos:

Um pentezinho ou escova já resolve o problema. Mas se você acordou num dia em que seus cabelos decidiram virar os rebeldes mais sem causa da humanidade, é bom ter consigo uns grampinhos e umas gominhas de cabelo. Lembrando que o picumã deve sair arrumado de casa, hein! Nada chegar ao trabalho de cabelo molhado, com cara de “acordei atrasada, tomei banho correndo e vim”.

Para o corpo:

Se alguém inventasse a rede social da Neosaldina, não tenho dúvidas de que seria o maior sucesso nacional. Dor de cabeça em dia de hora extra e de entrega de projeto é quase tão certo quanto festa de formatura acabar em “viver e não ter a vergonha de ser feliz”.  E que comente agora quem nunca foi acometido pela pergunta: “Alguém aí tem um remédio pra dor de cabeça?” Pois é, previna-se disso.

Cólicas são menos freqüentes, mas não inexistentes. Nós, mulheres, sabemos bem disso.

E mais:

No nécessaire, ainda são indispensáveis os absorventes (poupei de imagens por motivos óbvios), uma toalhinha de rosto e uma caixinha de lenços de papel para os dias de choro incontido na TPM e de fluidos inconvenientes da gripe (eca!).

Não incluí maquiagens porque acho que a maioria já anda com as suas na bolsa. Mas se for o caso, recomendo um batonzinho, blush e corretivo, já que não raro saímos do trabalho como sósias da noiva cadáver.

Para guardar tudo isso:

Um nécessaire inteiro e limpinho. O meu é presente antigo. Ganhei para guardar minhas maquiagens quando eu ainda reporteava em TV, há uns quatro anos. Do tipo que tem história. Adoro!

Concluindo…

Você deve ter achado isso tudo óbvio, né?! Mas acredite, grande parte das pessoas não está nem aí pra isso. Experiência de quem convive com mais de mil por dia!

Em breve, um desses só para meninos!

Antes que termine o mês…

Um dos assuntos que vou explorar neste blog diz respeito ao meu trabalho enquanto consultora de imagem. Ao primeiro contato com a área, a conclusão que tive foi de que lidaria constantemente com o que há de mais precioso em qualquer ser humano: a autoestima.

Desde então, deixei de interpretar aquele poema do Mário Quintana (o que fala das borboletas) como piegas e realmente compreendi o significado de cultivar o próprio jardim.

Há uns dias, pude me deparar com outra forma de interpretar a autoestima. Segue:

outubro

A foto é a de outubro, do calendário Bonjour, composto por fotografias de 12 senhoras que integram os projetos do Centro de Apoio e Convivência – CAC, uma associação responsável pela reintegração dos idosos na sociedade. O calendário fez parte de um projeto interdisciplinar de faculdade, desenvolvido pelo fotógrafo Victor da Matta e sua equipe, com o objetivo de tornar pública a ideia de que envelhecer não é perder a vida. O primeiro passo foi trabalhar a autoestima dos idosos. O resultado, mês a mês, poderá ser visto aqui.

Um bom exemplo

O trabalho foi inspirado no filme “Garotas do Calendário”, dirigido por Nigel Cole em 2003, baseado na história real das inseparáveis amigas Chris (Helen Mirren) e Annie (Julie Walters), moradoras de Knapely, no interior da Inglaterra. Chris trabalha na filial local do Womens’s Institute, uma associação nacional que agrega senhoras em torno de atividades domésticas. Após a morte do marido de Annie, em decorrência de uma leucemia, as duas resolvem buscar auxílio do instituto para promover uma ação de ajuda ao hospital da cidade. Então, Chris tem a ideia de elaborar um calendário para o qual 12 senhoras membros do instituto posariam mostrando o que sabem fazer de melhor em casa. Uma ideia aparentemente banal, se não fosse um porém: todas estariam nuas! 

Garotas do Calendário

Pra quem ainda não viu, #ficaadica!

“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Autoestima.” Charles Chaplin.