Sobre embalagens e cheiros: um aromatizante feito em casa

Desde que conheci o Pinterest, desenvolvi o hábito de visitar a mídia social frequentemente para pesquisar e “pinar” um monte de ideias de pequenos projetos faça você mesmo. Nos painéis, pins envolvendo a reutilização de materiais, como embalagens de vidro, por exemplo, estão entre os meus favoritos. Consequentemente, tenho uma coleção de garrafinhas e potinhos aguardando os dias em que serão transformados nas coisas úteis e bonitas que tenho visto por lá.

E no projetinho de hoje tem: garrafinha de vinho branco comprado pra fazer risoto + vontade de bancar a perfumista e desenvolver meus próprios cheirinhos = aromatizante de capim limão com alecrim (minto, esse cheiro já existe).

Materiais:

80ml de álcool de cereais; 80ml de água mineral; 40ml de essência para aromatizante (nesse caso, usei óleo concentrado em menor quantidade); palitos de churrasco; conta-gotas e vasilha com medidor.

Obs.: utilizei algumas gotinhas de fixador para manter o cheirinho por mais tempo, mas é opcional.

Como fazer:

Há vários blogs e sites que ensinam de formas muito diferentes. No meu caso, coloquei na vasilha o álcool de cereais, seguido das essências e da água. Misturei tudo com um dos palitos, pinguei algumas gotas de fixador e despejei na garrafinha. O cheiro está bem gostoso.

Se ainda assim você  ficou em dúvida e quer uma segunda fonte, encontrei essa aqui. De qualquer forma, a simplicidade é a mesma.

Alguém já fez? Tem receita? Pode contar? ;*

Faça você mesmo + antes e depois

Oi!

Primeiro: que alegria foi receber os recadinhos no dia do aniversário. Um monte de queridos acompanhando as pendências. Adorei!

Estou com um texto na cabeça sobre o porquê dos 28 anos significarem tanto pra mim. Assim que resolver as pendências que ficaram pendentes enquanto eu cumpria as outras pendências, eu posto.

Enquanto isso, alguns bônus.

Lembra a pendência 11, em que eu tinha que pendurar meu porta-cartas? Então… Na verdade, eu cheguei a tingir uma moldura de R$1,99 de vermelho pra colocar junto. Só que, na hora de pregar, achei o vermelho bem mais bacana com os quadrinhos da outra parede. Aí, pra dar um charminho, coloquei essa miniatura de ramos de flores secas no centro, com fita dupla-face. Bem simples!

A moldura está tortinha, mas né, por R$1,99…

Agora, lembra a pendência 19, do antes e depois do arquivo? Bem… Alguns dias depois, minha cunhada encontrou as fotos do “antes” no pc dela. E foi ótimo! Agora sim, dá pra ter uma real ideia.

*No antes, o arquivo está sobre uma outra peça já reformada pela minha mãe. Aliás, da próxima vez que for pra casa dos meus pais, vou fazer um post só com os feitos da Dona Lourdinha, que é super talentosa.

Ainda tem as fotos que o Kuka tirou para o álbum “lembrança dos meus 27 anos” e as peças adquiridas no brechó Ramalhete. E mais um monte de ideias aqui. 😉

Pendência 31: fazer minha autoajuda do dia

Chegamos à pendência 31. Uma mistura de volta à infância, com autoajuda, com terapia, com novela das 18h e das 19h30. Com retalho, pincel pra tecido, cola, régua de letrinhas e papel paraná.

Mas antes, devo confessar que estou orgulhosa de ter conseguido postar durante 31 dias seguidos. E feliz de estar acabando. Resolver pendências demanda muito tempo, o que acaba criando outras pendências. Um ciclo sem fim. Mas é um ótimo exercício pra controlar a ansiedade, pra ver o tanto de coisa que a gente (eu) começa a fazer e deixa no meio do caminho e pra pensar e viver um dia de cada vez.  #antoniorobertofeelings

E como a vida, na verdade, é uma sucessão de pendências, ainda há muitas coisas por fazer: organizar o guarda-roupa, aprender a meditar, conhecer uma cachoeira nova, fazer aula de alongamento na academia, tirar outra carteira de identidade, etc. O bom de tudo é que peguei o ritmo de postagens. Pretendo continuar escrevendo 3 ou 4 vezes por semana.

Mas chega de blá,blá, blá e vamos ao que interessa, né?!

Eu poderia ter feito em photoshop, impresso em couché ou comprado pronto. Em vez disso, optei por fazer dois quadrinhos com o que tinha em casa. Quem é da minha época e fazia as capas de trabalho à mão, provavelmente se lembra das réguas de letrinhas. E até as bonitas eu tenho.

Todo mundo, de um jeito ou de outro, tem sua forma de autoajuda. Pode ser num livro da Martha Medeiros, num versículo da Bíblia, numa frase de para-choque, numa canção de Chico Buarque e até nos trechos de Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu (rs).  Se a gente leu, se identificou e se sentiu melhor, tá valendo!

A minha é acender um incenso, inspirar azul e expirar cinza, como uma amiga me ensinou, e sempre pensar que amanhã vai ser melhor que hoje. Também costumo me lembrar com frequência de uma frase do fundador do Instituto em que trabalho: “na vida, há dias de paz e dias de combate”. É vero!

Eu morria de preconceito contra isso. Hoje não mais. Cada um tem o direito de se ajudar como quiser (ok, só manera com a publicação no Face, please, rs).

Há uns meses, no auge de um dos meus sofrimentos da vida, eu publiquei uma imagem onde estava escrito que os tempos andam difíceis para os sonhadores. Hoje, depois de ter escapado do redemoinho (drama), só pensei em uma resposta. Segue:

Concorda ou não?!

E assim eu me despeço da temporada das 31 pendências. Pra quem acompanhou, obrigada! Espero você para um feliz aniversário dia 27. 😉

P.S: Meu cálculo foi tão mirabolante que resolvi tudo um dia antes do previsto. Por que será que não fui pras exatas?!

Pendência 28: DIY para iniciantes – parte 2

Sem muito texto, prometo!

Você se lembra de quando fiz o primeiro post sobre “faça você mesmo”, falando da pistola de cola quente como primeiro instrumento a se ter em casa? Não?! Aqui ó. Então… continuando a série, que estava pendente, seguem mais três instrumentos super fáceis pra quem está iniciando a jornada rumo ao orgulho do “eu que fiz”. Trata-se de 3 erres: rolhas, revistas e retalhos. Os projetos foram extraídos do Pinterest (o meu é anapossas).

*enfeite, espátulas, porta-panela, carimbo, porta-plantas, puxadores e tapete

*envelopes, enfeites, porta-retrato, banco, quadro, banco, colar

*parede, caderno, banco, pregador, luminária, caixas

São muitas opções, né?!

Pendência 24: fazer meus próprios ímãs de geladeira

Eu sei que há uma febrezinha por aí. Pessoas de todos os lados fazendo seus próprios ímãs de geladeira, seja com fotos do Instagram, seja com imagens vintage, seja com qualquer outra coisa.

Uns meses atrás, vi uma blogueira mostrando algumas peças, em formato de letras, que havia comprado nos EUA. E pensei em adaptar a ideia. Comprei as folhinhas magnéticas e peguei revistas velhas, dessas que as editoras mandam de “brinde” pra gente e que parecem ser feitas para o recorte.

E aí que hoje foi o dia de cumprir mais essa. Enquanto acompanhava o sequestro do Tufão, ia cortando letrinha por letrinha. Vacilei demais no processo, muito mais simples se eu tivesse percebido que as folhas são adesivas.

Preciso dar mais espaço entre elas. Montei uma frase de uma música do Chico Buarque, mais parecida com a realidade de casa. Somos do tipo que sempre recebe gente, mesmo pra sentar com o prato no chão.

“Salta a cerveja estupidamente
Gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão.”

A única diferença é que, agora, quem costuma ir pra cozinha são os amigos mesmo. Foi-se o tempo dessa mulher aí.

 

Pendência 21: reformar três quadrinhos de cozinha

Sabe aqueles quadrinhos de colocar na cozinha, que vêm com umas frutinhas de plástico coladas? Então… A Amanda, que mora comigo, tinha três desses quando veio pra cá. Mas os pobrezinhos não duraram três faxinas. E há quase um ano eles aguardavam um rumo, recebido hoje.

O terceiro não deu certo com nenhuma das duas imagens que coloquei. Ficou pendente.

Quanto aos papéis, você se lembra do projeto das gavetas recicladas? Esse aqui ó. Pois é, são de velhos tempos.

Pendência que quase não sai: semana de viagem a trabalho, casório, visita de amiga querida, tpm… Aiaiai. Será que eu chego?

Pendência 12: reformar uma mini-estante

Uma das últimas coisas que Seu João, ex-carpinteiro do colégio, fez pra mim. Movelzinho todo montado com lousa descartada, entregue em abril. Lembrança mesmo, já que o artista se aposentou e eu mudei meu local de trabalho logo em seguida.

Faltavam tinta, rodinhas e uma personalidade. Agora tem tudo! Segue:

Antes:

Durante:

Depois:

Ufa! Resolver isso me cansou, viu?! Agora vou dormir que a pendência de amanhã vai começar a ser resolvida cedo…

Pendência 7: revitalizar um souvenir

Lembra que contei em um post que minha miniatura da torre Eiffel quebrou durante a viagem? Então… Eu colei, mas foram tantos os acidentes domésticos que ela acabou quebrando mais ainda.

De tanto colar, uma parte do ferro já estava branca. E aí que, navegando pelo Pinterest, eu encontrei essa imagem que me deu a ideia de como deixá-la nova. Segue…

a inspiração:

o processo:

o resultado:

mais uma pendência cumprida! 🙂

DIY para iniciantes: os instrumentos (1)

Disso sim posso falar que sou adepta desde criancinha: projetos estilo “faça você mesmo”.  Ah, como é gostoso passar um tempo inventando moda, seja ao som de uma boa música ou assistindo à novela ao telejornal. O tal do “eu que fiz” oferece uma satisfação de proporções inigualáveis. Além do mais, puxei esse lado da minha mãe, de sempre pensar que não devemos terceirizar aquilo que podemos fazer melhor. Sem contar o lado relaxante da coisa toda.

Sempre gostei dessa seção das revistas. E sempre é o primeiro link que clico quando descubro um blog novo, seja de moda ou de decoração. Na verdade, a qualidade dos projetos faz com que eu continue ou não a ler o blog. É o meu critério, rs.

Acredito que o bacana do “faça você mesmo” é a personalidade que você imprime ao que faz. E por isso mesmo, por mais que contenham a mesma ideia, é praticamente impossível ver dois projetos idênticos. Já até falei disso aqui.

O objetivo do post, no entanto, não é retomar o assunto sobre a originalidade ou não dos projetos, mas ser a introdução de uma série de outros posts sobre DIY – do it yourself. Sei que tem muita gente que adora, mas nunca sabe por onde começar. Sim, porque há toda uma gama de instrumentos por trás do handmade. Ao mesmo tempo, não há nada mais antipático que projetos quase industrializados, do tipo: você vai precisar de uma serra elétrica, três metros de madeira de demolição, uma furadeira, uma pá de coveiro…

Hipérboles à parte, trago aqui o que acredito ser uma das ferramentas mais essenciais e democráticas para quem quer colocar a mão na massa e os pensamentos no lugar: a pistola de cola quente.

Esse brinquedinho é capaz de muitas coisas. Veja bem:

*Imagens reproduzidas (logo coloco as referências).

E ainda custa barato. Um revólverzinho desse sai em torno de 20 a 25 dilmas. Depois é só ir comprando a colinha.

Vai por mim, pode colocar na listinha! 😉

Projeto de meia hora

Segunda-feira, um dia depois da Páscoa, por volta das 10h…

Pedro: Ana, trouxe um presente pra você (e começa a abrir a mochila).

Ana: Sério? O que é? (Já curiosa)

Pedro: Olha só! (E tira um monte de latas de tinta em spray da mochila). Trouxe vários restinhos de tinta pra você treinar.

Ana: Nossa, Pedro, obrigada!

Pedro: Essas estão mais vazias. Quando você tiver a manha eu trago umas mais cheinhas.

Ana: Eba!

Algumas semanas depois… Quinta-feira, por volta das 11h.

Pedro (entrando na sala): Uai, gente?!

Ana: Ah, Pedro, estava estressada, de mau humor. Resolvi tirar meus 15 minutos de folga pra treinar com o spray.  Como tinha um pedaço de papel paraná aqui, resolvi pintar de laranja. Olha se estou fazendo certo.

Pedro: Tá bom, vai. Isso, mais perto… Pegou! Agora o que você vai fazer com isso?

Ana: Oba! Bem, não sei. Pensei em fazer um número. O que acha? Desses que ficam parecendo que foram pintados há anos?!

Pedro: Boa!

E foi assim… Imprimi o número, fiz o estêncil e deixei que Pedro concluísse o resto com o spray branco.

Agora, por que o 3?

Bom, segundo a numerologia, “esse número associa-se com a comunicação, a expressão, a expansão, a criatividade e a sociabilidade. Representa o relacionamento com o mundo exterior. Após a individualidade, a união com o dois, surge a interação com a sociedade. O que comunica. O 3 é a expressão, a comunicação, a criação. É o produto da união de 1 e 2. É a frutificação, a trindade, a multiplicidade. Representa a interação social. Na espiritualidade, o número três é visto como o poder da unidade entre a mente, corpo e espírito.”

Então tá, né?!

Agora, quer ver um pouco do trabalho do Pedro? Ele tem mesmo a manha!