Diquinha de segunda – souvernirs customizáveis

A intenção era ter publicado o post ontem, mas como a dica é literalmente de segunda, eu mantenho o título. Não é sobre decoração de casa, mas de pessoas.

Eu sei que tem muita gente que torce o nariz praqueles chaveirinhos temáticos que amigos e parentes trazem de lembrança quando viajam. E não se deve levar a mal. Afinal, são sempre tantas pessoas para lembrar que a grana o espaço acaba sendo pouco pra tanto souvenir.

Buscando inspirações para uma coleção de bijoux que estou fazendo, encontrei no Pinterest várias ideias que dão aos chaveiros uma finalidade bem mais interessante que as chaves. Adotei! Olha só:

E mais:

Torre Eiffel, bike holandesa e azulejo espanhol.

Imagens: http://www.etsy.com/

Dica esperta até pra quem vai comprar as lembranças… : )

Som retrô – literalmente

Outro remanescente de 2011.

Porque eu sou da época do Pentium 133. Dos tempos em que o monitor de 14 polegadas ficava em cima da CPU, que por sua vez tinha entradas pra disquete e pra cd. Sou da época dos teclados claros e nojentos, dos jogos de paciência e de freecell, porque até hoje eu não sei jogar copas.

“Oba! Um computador! Agora meus trabalhos ficarão decentes”. Salve comic sans! Sim, eu usei… Quem nunca?!

Enquanto há monitor virando casa de gato, teclado desfeito em peça pra bijouteria e disquete transformado em arte, minhas antigas caixas de som apenas mudaram de cor. Pelo menos, sobre uma coisa há que se concordar: as caixas de som mais antigas são de qualidade bem superior às novas.

Descobrir que existe tinta em spray pra plástico foi o motivo pra querer restaurar as bonitas. E elas ficaram com uma carinha tão retrô que eu não poderia ter escolhido uma cor melhor que a laranja. O resultado foi esse aí.

O processo:

 

Agora é só ligar o tablet, o mp3 e/ou computador. Juro que dá até pra acordar o vizinho, rs. ; )

No ateliê da Dona – projeto 3 (final)

Tchan, tchan, tchan!

Finalmente! Eis que consigo terminar o projeto 3, o dos quadrinhos. Pra quem pegou o bonde andando, é possível ficar por dentro lendo aqui e aqui. Não dá pra perceber na foto, mas eles foram para o meu quarto enfeitar um dos cantos de sossego, de onde eu posso postar os textos, fazer meus desenhos, montar minhas bijous e elaborar muitas e muitas consultorias. E posso falar? Tenho adorado acordar com esse monte de colorido todos os dias.

Como você pode ver, algumas molduras receberam novas imagens. Porque né, as coisas mudam mesmo. E é provável que daqui a um tempo elas mudem novamente. Fazer o quê. Sou assim…

Mas vamos lá! A parede:

Os quadros (da esquerda para a direita da figura abaixo):

1- Mulher sentada na janela – Picasso. Adoro as cores e adoro as histórias de artistas que se inspiram nas amadas.

2- O abraço – Picasso. Bem… Se arte é o que toca, posso falar que fiquei profundamente emocionada quando vi essa pintura no Museu Picasso, em Barcelona. Tava carente? Pode ser, mas achei tão romântico… Sem contar que a cena me lembrou um texto de Martha Medeiros sobre o “beijo em pé”. Lindo, lindo!

3- Imagem sem nome – Ana Possas. Primeiro desenho de moda colorido. Bom ou não, merecia moldura. De setembro de 2009.

4- Imagem sem nome – Lucy Claydon. Download gratuito do feed your soul, que tem trabalhos lindos.

5- Essa coloridona foi xepa do casa de colorir. Nem sei de quem é, pra ser sincera, mas também adoro as cores.

6- Por último, a frase do Warhol, que eu lindamente adaptaria para a internet.

De cada país que visitei durante as férias, trouxe uma miniatura que remetesse a uma característica ou ponto turístico local. O coliseu, a torre Eiffel (que chegou quebrada, o que também é história), as casas de Amsterdã e a dançarina de flamenco. Ainda terei uma prateleira enorme cheia dessas coisas.

E assim montei a parede. Espero que tenha gostado e se inspirado a fazer uma também! Depois mostra aí!

Sobre a inspiração

Resolvi tirar algumas letras pra falar de um assunto sobre o qual há muito eu tenho pensado e gostaria de escrever.

Queria que você soubesse que, quando eu posto qualquer dos projetos aqui, não é com a sensação de quem tivesse descoberto o fogo ou inventado a roda. Quase nada é ideia minha. Ao mesmo tempo, as coisas têm tudo de mim. E isso é o que as torna únicas.

Quando comecei o curso de desenho de moda, logo na primeira aula, a professora incentivou: “A partir de hoje, quero que vocês tenham sempre papel e caneta em mãos, para que tudo o que tocá-los possa ser registrado”. Mas completou com uma advertência: “Cuidado! Porque não há nada mais medíocre que a cópia pela cópia”.

Desde então, comecei a pensar no quão difícil é a tarefa de não copiar, sobretudo se não temos plena noção de quem somos. No entanto, descobri que tudo fica mais fácil quando fazemos um exercício diário de olhar atentamente as coisas e buscar aquilo que de fato nos brilha os olhos. Aí, deixamos de querer as cópias para ir atrás da autenticidade inspirada, adaptando aquilo de que gostamos ao que vai ficar melhor na e para a gente. É a tal da inspiração. E tamanha foi minha alegria ao ler no meu livro de desenho:

“Quando você abre os olhos para o mundo, descobre que ele tem todo o potencial para despertar sua imaginação. Não desista se descobrir que suas ideias já existem em algum outro lugar. Na verdade, poucas ideias são totalmente novas; como disse Pablo Picasso: “Tudo o que você pode imaginar é real”. No entanto, ao dar a sua resposta pessoal a uma ideia, você proporciona uma interpretação original.” Bethan Morris

E esse é o verdadeiro sentido da busca pela inspiração. Reconstruir aquilo que vemos dando a interpretação de quem somos (complexo). Frio na barriga inspira, música boa inspira, filmes de arte e de guerra inspiram, revista de carro inspira, lápis de cor inspira, vitrine, conversa de bar e tarde no museu inspiram. Ver gente na rua inspira… E muito! Blog, post do face e tweet de amigo inspiram. E por aí vai…

O segredo é fazer o exercício. Cultuar o próprio senso estético, imaginar o que colocar numa parede que está vazia, juntar peças que ficavam tão separadas no armário, buscar sensações inéditas e tudo aquilo que possa despertar um novo olhar sobre as coisas. E por que eu digo isso? Porque às vezes gastamos tanta energia pensando se somos ou não capazes de algo que optamos por deixar de colocar nossas ideias em prática. Isso, quase sempre, faz com que percamos a oportunidade de ter orgulho de nós mesmos e de saber até onde podemos chegar.  E sim, a gente também precisa massagear o próprio ego. Acredite!

Só pra dar um exemplo prático, veja quantas inspirações eu tive para o mural do post anterior:

Imagens: 1 – Everything Fabulous; 2 – The house of Smiths; 3 – The curious blog;              4 – Pinterest; 5 – Under the sycamore; 6 – Thirve.

E no fim das contas, o meu não é igual ao de ninguém… ; )

Pronto, tá aí um dever de casa! Bora buscar mais inspiração pra sua vida?

No ateliê da Dona – projeto 4

Semana de encerramentos. Amanhã, finalmente, entrego o trabalho final da pós-graduação e concluo de vez mais uma etapa da vida. Oba! Melhor que a expectativa de começar algo, é o alívio de conseguir terminar. Alguém mais pensa assim?!

Fim do drama do tcc, início de uma fase com mais tempo para o blog. \O/ Vou dar uma serenada por uns tempos e segurar a onda nos cursos. Colocar os filmes e os livros em dia, jogar mais conversa fora com as meninas, cuidar melhor do corpitcho e depois descuidar tomando mais cervejas depois do trabalho. É a vida!

Mas vamos ao que interessa: projetos decorativos. E eis um dos que mais fizeram sucesso (na casa) até hoje. O mural-varal.

Ano passado, andando pela carpintaria, descobri uma moldura de madeira dessas bem velhas, descartada depois de uma das mostras culturais do colégio. Seu João, com aquele sorriso largo, não pensou duas vezes ao me prometer a bonita, com a típica pergunta do que eu faria com ela.

Os planos eram outros. Mas sabe como é… Tudo muda até Bermuda.  Desisti de pintar a moldura e dei apenas uma lixada, assim, pra ela ficar com cara de antiga mesmo. Arrumei um grampeador potente e um rolo de sisal. Pronto! O resto foi só juntar o monte de tralhas que estava sobre a mesa e pendurar no mural-varal.

Claro que a ideia foi inspiração de tantas outras. Mas ainda essa semana faço um post sobre isso.

Ah, e outra coisa: o projeto 3 finalmente está pronto. Mas isso também é assunto pra outro post.

Vamo que vamo! Tô animada!

Rolhas… Para que te quis!

Organizando… Os cordões, os cintos e os lenços!

Pausa nos estudos para o ar da graça.  Como eu estava lendo que “o self (eu) é cada vez mais alimentado por materiais simbólicos mediados” (salve Thompson), deixa eu ajudar a alimentar o self de quem passa por aqui, rs.

Dia do aniversário é um dia super magia. De repente, tudo que dava errado começa a dar certo e a zica do tal inferno astral, quer ele exista ou não, vai embora.

Há umas três semanas, eu tive um dia desses. E entre parabéns e abraços queridos, recebi um presente ansiosamente aguardado.

Ok, você vai rir. Mas já explico.

Desde o ano passado, eu estava juntando umas rolhas pra fazer um mural de recados, na tentativa de substituir a geladeira (quem mora em república sabe bem o que é isso). Mas né, haja vinho e espumante pra tanta cortiça. E a graça de tudo estava  na reutilização. Rolha comprada não ia valer.

Aí que entrou em cena o tio Ed, disciplinário do colégio durante o dia e garçom de buffets chiquérrimos durante a noite. Quando soube da minha “coleção”, ele disse que jogava centenas de rolhas no lixo todos os dias. Pedi então que juntasse pra mim. Ele disse sim, mas isso foi em agosto. E quando eu já estava cansada de cobrar pela promessa, eis que surge o presente, acompanhado do comentário dúbio: “Ana, só quero ver o que você vai fazer com essas rolhas”.

E o que eu fiz?

Solução para aproveitamento de portas de armário. Como você vê, as rolhas de espumante podem ser ótimos cabideiros. É só escolher aquelas com o formato mais parecido ao de um cogumelo.

Agora o processo:

Como as portas do meu armário já estavam com uma carreira de 4 furinhos, pedi que seu João cortasse as cabeças de 4 pregos grandes. Assim, foi só pregar e encaixar as rolhas. O restante eu colei com cola quente.  Fiz o trabalhinho há uns 15 dias. E está tudo firme até hoje.

Agora é esperar e mostrar para o tio Ed o que eu fiz com as rolhas… : )

No ateliê da Dona – árvore de cores

Na casa dos pais, curtindo recesso, gata, cachorro, chuva, livro e bolo de cenoura da mãe. Sem muita vontade de escrever, só de mostrar!

Uma árvore fácil, fácil!

Outro dia, acessando a loja Estúdio Cereja, da blogueira Ana Medeiros, li umas ideias de aproveitamento de placas de Eucatex (umas chapas de fibras de madeira que acompanham embalagens de móveis, impressos e afins) que me agradaram muito. Guardei algumas em casa pra quando tivesse um tempinho. E só precisei de um tempinho mesmo.
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Nesse projeto, gastei:
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– Uma placa de Eucatex tamanho 30×21 (mais ou menos);
– Páginas coloridas de revistas velhas;
– Tesoura;
– Cola;
– Tinta de parede bege (era o que tinha pro dia);
– Pincel pra cola e pincel pra tinta;
– Um estêncil em formato de árvore (fiz no Corel e imprimi em papel 60kg, também o que tinha pro dia).
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O resto é simples, né?! E dá pra fazer no intervalo de qualquer coisa… Ou durante a novela.
O site de onde tirei a inspiração está salvo nos favoritos do computador do trabalho. Depois eu mostro aqui. : )

No ateliê da Dona – projeto 3 (parte 2)

Pois é… Sumi mesmo! Ando com o descaramento de só aparecer aqui pra deixar uma musiquinha, e olhe lá! Mas não sem motivo.

Um reajuste inesperado na renovação do aluguel vem me tirando o sono e o tempo. Andei em busca de um novo apartamento. Achei! Por isso, pode ser que o projeto 3 seja para outra parede que não a pálida, pode ser que eu vá respirar novos ares que não os da poeira da obra ao lado, pode ser que o tamanho do meu quarto aumente… Pode ser! Espero que seja! E enquanto não é, vem a parte 2 do projeto 3.

Sem muito segredo. A mesma técnica da tinta em spray nas molduras, dos cartões sensíveis guardados em casa, dos downloads gratuitos filados da internet…

Aos ansiosos, adianto que a parede (seja lá qual for), ficará pronta depois que os 12 quadrinhos estiverem terminados. E se tudo der certo, em pouco tempo, o blog terá um apartamento inteiro de pautas. Vamos aguardar!

P.S.: em prol de um mundo sem enxaquecas e piriris demais sintomas de ansiedade, adoto campanha para a frase do quadrinho amarelo: ESCOLHA A CALMA!

No ateliê da Dona – projeto 3 (parte 1)

Pra tudo na vida há sempre duas opções: você pode sofrer pelas coisas que não tem, ou agradecer todos os dias pelas coisas que tem, tirando o máximo proveito disso.

Eu escolhi a segunda.

Tenho 26 anos.  Desde que saí de casa, aos 18, já morei com +5, +4, +3, +2, +1 e sozinha. E sozinha eu pretendia continuar por um tempo. Até que surgiu a oportunidade de me mudar para BH. Mas o que eu conhecia da capital, na prática, era o trajeto entre a rodoviária e o campus onde cursei minha primeira pós-graduação, praticamente nada.

Tracei as prioridades: morar perto do trabalho e num apartamento com vaga em garagem. O detalhe é que meu trabalho é na região centro-sul, o que já indica aluguéis impraticáveis para alguém ainda em início de carreira viver sozinho. Resultado: voltei a procurar por república. E graças à intervenção da Nossa Senhora das Redes Sociais, encontrei um lugar ótimo.

Mesmo que o quarto disponível fosse o menor já habitado por mim ever, topei sem hesitar. O apartamento era recém-reformado e a república recém-montada.

Dei um jeito no espaço. E hoje é meu quartinho mais gostoso do mundo. É onde eu durmo o melhor dos sonos, assisto a filmes, leio, escrevo, sorrio, choro… E o tamanho tem lá seu lado bom: nele, não entra nada que eu não vá utilizar.

No início do ano passado, resolvi estender o aconchego do quarto para o restante da casa, já que minha profissão me faz querer ver tudo bonito. Fui interrompida pela reforma das janelas, mas agora voltei decidida a colocar mais cor na minha sala, ou melhor, na nossa sala. Claro, ainda sem muitos dinheiros, mas inspirada por todas as coisas lindas que tenho visto por aí. E haja HD pra guardar tanto colorido.

E o primeiro projeto foi para a parede pálida (aliteração proposital).

Já estava na cabeça há um tempo: um monte de quadrinhos com imagens à moda da casa. O empecilho eram as molduras, que eu não achava em lugar algum com o preço de banana que eu queria. Até que, numa terça de folga em São João del Rei, achei a “Mundo Real”, uma loja só de artigos de RS1,99 com preços ainda de R$1,99. Trouxe 12 moldurinhas de madeira por R$23,50 (preço bom a gente tem que falar). E o resultado vai vindo de três em três, já que o tempo continua escasso.

A primeira imagem é do Feed Your Soul, um site que disponibiliza downloads gratuitos de artistas super talentosos. Gostei pelo aspecto parecido com selo de carta, por isso o picotado em volta.

A segunda figura era parte do folder da exposição Warhol TV, que esteve em cartaz no Oi Futuro há uns dois meses. Em casa, quase não assistimos a TV. Um pouco por falta de tempo, outro pouco por falta de hábito mesmo. A frase é só pra lembrar-nos de continuar assim.

A terceira foi xepa da xepa do Casa de Colorir na internet. Sem muitas explicações. Eu simplesmente gostei da imagem, gostei das cores e ponto.

O trabalho (inho) maior foi com as molduras. Lixei a que veio pintada de amarelo e pintei as outras duas de branco e de preto. Na verdade, uma terapia…

Agora, se você também quiser dar vida à sua parede, recomendo guardar tudo de impresso que ache bonito e imprimir tudo que estiver na web em gráfica. Barato sempre, mal feito nunca.

E se você gostou das moldurinhas e está lá por aquelas bandas da cidade dos sinos, a loja fica perto da estação de trem. Não tem erro. “Mundo Real”!