Uma reflexão para a pendência 18

Hoje, 12 de outubro, como todos sabem, é dia de Nossa Senhora Aparecida e também Dia das Crianças. Sinceramente, não tenho muito a falar da primeira. Já das segundas… Ah se tenho!

A foto abaixo eu tirei em Brasília. E já fazia tempo que queria postar uma reflexão a respeito. Que data melhor que hoje?

Quando comecei a procurar os blogs de decoração buscando ideias pra minha casa, caí logo no dcoração.com, da Vivianne Pontes. Logo me identifiquei com a autora em razão de sua passagem por Ouro Preto, do estilo dos textos que escreve e das ideias práticas e possíveis que publica.

Em muitos posts, Vivianne relata a antipatia que tem de trabalhos faça você mesmo com cara de trabalhinhos de escola. Eu entendo bem a autora. Mas, pela experiência de trabalhar em uma instituição de ensino de base, penso que o segredo para um bom faça você mesmo está justamente em nunca deixar de fazer tais trabalhinhos. Vai por mim, é por eles que tudo começa.

Por mais de três anos, fui assessora de comunicação de um colégio muito tradicional de Belo Horizonte. Durante esse tempo, fotografei crianças de cinco anos fazendo sua própria interpretação dos girassóis de Van Gogh, alunos de sete reproduzindo seus quartos em maquetes de caixas de sapato e de dez confeccionando suas fantasias de carnaval com materiais recicláveis. E mais infinitas coisas.

Claro que, infelizmente, essa não é a realidade de todas as escolas brasileiras. No entanto, o objetivo não é levantar a discussão em torno disso, e sim, em torno do quanto é importante mantermos viva a criatividade que nos é tão estimulada quando criança, tanto em casa quanto na escola.

As crianças são as verdadeiras anarquistas?

Bem… Crianças precisam de pratos sorridentes para comer verduras e legumes. Nós, adultos, nos contentamos em triturar a cenoura sem fazer careta e jurando que é uma delícia. Crianças têm lápis de cor e canetinha para rabiscos. Nós, quando nos formamos, costumamos ser presenteados com canetas sérias, pesadas, que nos dizem que a vida agora é dura e mais cinza.

Crianças têm quartos coloridos. Nós podemos ter uma cama e um armário, que decoração é supérfluo. Crianças brincam, correm e se sujam, redigem textos com ideias de como mudar o mundo, falam o que pensam, não mentem pelas e para as pessoas… E nós?

Quando leio sobre o crescimento do mercado criativo, sempre suspiro aliviada. Mas penso que é na essência das crianças e na imaginação ilimitada delas que se encontra o elo para adultos menos durões e mais observadores das coisas bonitas ao seu redor.  Nas crianças, está o poder de transformação que faz delas – e de nós – a promessa de um futuro diferente.

Diante disso, desejo que, tanto hoje como em todos os próximos dias, tenhamos o hábito de acordar a criança adormecida dentro da gente.  E aprendamos, assim, a ser eternamente anarquistas.

Feliz Dia das Crianças!

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