12 lições do ano que passou

Adoro retrospectivas. Não que eu seja nostálgica ou algo assim. Mas é bom olhar pra trás e ter aquela sensação de que o tempo foi vivido, né?!

Meu 2012 foi de reviravoltas. Tudo que vivi em 2011, claro, teve repercussão. Em cada mês, uma lição diferente. Nada que eu já não soubesse, mas muitas coisas ficaram mais claras. E se eu pudesse traduzir em conselhos, seriam mais ou menos assim:

1 – Não se assuste. O mundo é grande o suficiente para nos dar a compreensão de que nossos problemas são pequenos demais, mas não tão grande a ponto de acreditarmos na impossibilidade de percorrê-lo. Se você tem o sonho de viajar, não desista. Tire seu passaporte, faça poupança, cofrinho, venda brigadeiro no trabalho, economize no cafezinho e… Vá em frente! Sonhos só precisam de planejamento.

2- Em qualquer situação, tenha sempre um plano B. Você corre o risco de ser deixado na mão bem na véspera daquele feriado ou perder sua carona prometida. Planos B facilitam a vida e reduzem nosso stress.

3- Jamais menospreze um dia que começou mal. Nunca se sabe o que pode acontecer ou quem pode aparecer para tornar tudo melhor. Um dia que começou ruim pode acabar, inclusive, só no outro dia.

4- Acredite no que você faz. Sua trajetória é sua trajetória. Então, não se deixe enganar ou levar por comparações com a vida dos outros. Quando amamos o que fazemos, ouvimos nossa intuição e investimos naquilo em que acreditamos fazer melhor, mais cedo ou mais tarde, a recompensa vem. Não tem erro.

5- Quando você conhecer alguém que se julgar bem resolvido demais, bem sucedido demais, maduro demais ou feliz demais, DESCONFIE. Ou melhor, acredite no contrário. Pessoas assim são quebradas demais por dentro e costumam ser muito incoerentes. E chatas demais também. Autoafirmação é um saco.

6- Não negue desafios, seja dar aula para um monte de professores ou fazer uma negociação importante num idioma que você não se julga fluente (meu caso). Desafios nos dão a resposta de que podemos ir muito além do que imaginamos.

7- Reconcilie-se com seu passado. Se você acredita que há algo mal resolvido em sua vida, resolva. Seja um pedido de desculpas a alguém ou uma visita a uma cidade que julgava nunca mais querer visitar.

8- Tenha fé. Se por um lado, a morte de um ente querido é uma mutilação, por outro, ela pode representar conforto, alívio e descanso. É importante saber reconhecer isso. E ter fé no fato de que há uma razão de ser pra tudo. O que é inevitável, em ambos os casos, é a saudade. Aliás, não há nada mais crônico que a saudade.

9- Saiba dar um basta em  tudo o que lhe faz mal. Compreenda que as pessoas devem ter espaços limitados em sua vida. E se, mesmo assim, elas usarem esse espaço para causar algum tipo de sofrimento, exclua-as sem culpa. Pessoas insensíveis e egoístas merecem ser apenas exemplos do que não devemos ser.

10- Resolva suas pendências. Começar algo e deixar pela metade é tão ruim quanto não ter começado. “Parar é perder tudo”. Essa ainda é um exercício pra mim.

11- Na maioria das vezes, vale mais a pena reconstruir algo que você já julgava perdido que investir numa coisa nova. Tenha sempre essa balança. Antes de jogar fora, certifique-se de que realmente não tem conserto.

12- Agradeça às pessoas que estiveram com você durante o ano, seja com um abraço, um cartão, uma lembrança. A gente nunca sabe se poderá contar com elas na próxima temporada. E é sempre bom ter a garantia de que elas sabem que foram importantes.

E para 2013…

Desejo que o ano seja equilibrado. Menos sentimentos de montanha russa e mais tranquilidade, pessoas bacanas e que nos querem bem em volta, tempo para a família, disposição para o trabalho e um olhar ainda mais apurado para as coisas essenciais e bonitas da vida. E que ninguém querido vá embora…

via pinterest

Imagem daqui

Feliz ano novo!

p.s.1: Estou de férias até 20 de janeiro e voluntariamente sem internet até lá.

p.s.2: Não deu pra postar os presentes natalinos, mas as lembranças servem para qualquer época do ano. Então… pendências para 2013!

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Para uma amiga intelectual e ocupada…

Um colar com pingente livro/moleskine.

Tenho encontrado tantas ideias lindas e inspiradoras que às vezes me dá vontade de viver só de Natal, pode?!

A primeira lembrança eu consegui fazer. Para uma amiga super especial. O modelo eu já tinha visto, mas o passo a passo não. Imaginei que não seria difícil. E realmente não foi. O tempo de uma “A Grande Família”, episódio de quinta-feira passada.

Para o pingente, usei:

Um pedaço de couro (encontrável em qualquer capotaria mais próxima); folhas de papel reciclato; grampeador; fitinha de cetim (dessa que vem com tag de roupa e que eu nunca jogo fora); elástico de cabelo; cola; alicate furador (desnecessário, mas como eu tinha…); alicate de bijuteria; tesoura; e corrente.

Etapas:

Cortei a tira de couro em mais ou menos 7X3cm. Com um isqueiro, queimei o couro pra dar um acabamento de livro de segredos antigos.

Cortei as tiras de papel, grampeei ao meio e, com cola, colei o “miolo” no verso do couro. Antes, colei a fita de cetim. A coisa toda tinha que ficar bem acabadinha, né?!

Por último, o elástico de cabelo, com dois nozinhos na “contracapa” do mini-livro. Depois, foi só colocar a corrente. Furei o couro com o alicate furador e encaixei os elos (aquelas argolinhas).

Agora, só esperar pra ver se a amiga vai gostar. Espero que sim!

Então é Natal…

A pessoa consegue a proeza de postar 31 dias seguidos. Depois, consegue a proeza de ficar mais de 31 sem dar as caras no seu próprio blog…

Quando eu era adolescente e estudava no Ensino Médio, novembro era mês de provas finais, loucura, nervosismo e pouco sono.

Aí eu fui pra faculdade. E novembro era mês de trabalhos finais, loucura, nervosismo e pouco sono.

Então eu me formei. E fui pra uma empresa de gestão de projetos culturais, em que os encerramentos dos trabalhos aconteciam sempre ao final do ano. Durante dois anos pós-formatura, novembro foi mês de relatórios finais, eventos finais, loucura, nervosismo e pouco sono.

Por último, o trabalho para instituições de ensino. Nem preciso falar da loucura que são todos os novembros desde então. E penso que tão cedo será diferente (ainda bem!)

Tudo isso pra pedir que, pelo amor de Dadá, você não desista de mim. Já estou com olheiras dignas de personagens do Tim Burton, sobrancelhas à la Frida Kahlo e unhas prontas pra aquela cena macabra de Cisne Negro (quando a Nina puxa aquela pelinha, sabe?).

Agora, que já estamos em dezembro, comecei a me entusiasmar mais com o Natal. E como sou mais assídua quando me proponho a desafios, decidi que neste ano vou substituir a correria das compras pelos presentes “fiz eu mesma”. Não dá pra garantir posts diários, mas vamos ver no que dá.

Fica uma imagem de inspiração, pode?! Via http://blog.alltheluckintheworld.nl/

árvore
já tem árvore?