Sobre ter 28, quase 29 e um grande projeto pra antes dos 30

É, minha, gente, cá estou de novo, comemorando os três anos de vida do Dona e prestes a completar outros tantos meus. Dessa vez, não deu pra fazer listas nem cumprir pendências. O tal inferno astral até tentou me pegar, ficou uns dias poucos e depois foi embora, meio sem graça. Mas o fato é que os 29 estão chegando e eu ainda não havia escrito sobre o porquê dos 28 serem tão importantes a ponto de merecerem 31 posts seguidos. A hora é agora!

28 anos, pra mim, sempre foi uma idade referência. Quando eu tinha 19 e algo de ruim me acontecia, eu pensava: aos 28 isso não vai ser nada. Uma desilusão amorosa? Aos 28 isso não vai ser nada. Um “não” numa entrevista de estágio? Aos 28 isso não vai ser nada. Um desentendimento com um amigo? Aos 28 isso não vai ser nada. Não sei o que se passava na cabeça da Ana de 19, mas acho que ela imaginava a Ana de 28 como uma super-Ana. Nada mais seria problema aos 28, a idade imaginária do sucesso.

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Quando se vê, já é setembro!

E eu arrebatada por aquela sensação de que, se não escrevo agora, as palavras fogem pra sempre. E aí se vão mais 40 dias sem que eu retorne ao meu refúgio aberto.

Falemos, então, dos 40 dias pra trás.

A começar pelo Papa, fui, vi, venci, e trouxe pra agosto e pra sempre um monte de palavras que deixaram a vida diferente. Sem mais para explicações, só um sentimento bom.  Fé  e esperança: como isso andava fora de moda em mim.

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Vou ali ver o Papa e já volto!

Sabe aquela semana estranha e gostosa em que a gente, além de trabalhar muito, ainda consegue ver amigos, postar, lavar roupa, ouvir música, malhar, namorar e ter alguns momentos só pra cuidar da gente? Pois é… Há muito não tinha uma dessas. E pra fechar com chave de ouro, estou arrumando as malas pra seguir rumo ao Rio, onde passarei os próximos dias.

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O casamento de uma grande amiga – Parte 1

Conheci a Bruna em 2007, ao ser apresentada aos colegas daquele que foi meu segundo emprego, em Ouro Preto. Trabalho vai, trabalho vem, fomos nos aproximar mesmo apenas em 2008, quando nos vimos intimadas a concluir um dos programas da empresa.

Bruna foi uma das minhas grandes confidentes durante o período. Almoçávamos juntas todos os dias e falávamos sobre muitas coisas: música, cinema, viagens, sonhos… E sobre o quanto a gente só sofreria em Paris.

Enquanto eu me propunha a ouvir todas as músicas do mundo, ela se propunha a assistir aos clássicos. E assim passávamos boa parte do horário de almoço na Set Palavras, locadora-livraria-café da cidade.

Na iminência de perder o emprego, a gente conversava sobre o quanto isso nos abria possibilidades e sobre o quanto poderíamos fazer da vida. Talvez um mestrado, um concurso… Talvez nos jogássemos no mundo. Sem nem sonhar que o destino nos mandaria pra BH. Ela, no caso, de volta, já que a capital mineira é sua cidade natal.

Bruna nunca optou pelo óbvio. Não é o tipo de pessoa que pede frango com catupiry, entende? Ela é a pessoa que te liga pra convidar pra um piquenique e jogar futebol americano ou pra marcar o dia de comprar chapéu. Que marca uma festa de despedida dos 20 anos antes de completar 30. Ela é divertida e é, definitivamente, uma das pessoas mais interessantes que já conheci.

Em junho, vi Bruna toda feliz, casando-se com um par bem alma gêmea dela. E até agora, quando me lembro de tudo, eu sinto uma alegria tremenda. Não só pelo casamento e por ter feito parte de um momento tão especial da vida de uma amiga, mas por saber que tudo foi do jeitinho que ela sonhou. Do jeitinho de quando conversávamos láááá em 2008. Só não foi na Grécia… Mas nem fez diferença.

casórioBruna3*Radiante: é a palavra que define 🙂

E eu também tive o prazer de ser dama de honra, ao lado da Dani, outra grande amiga nossa. E tudo foi tão legal e tão diferente do que a gente tem costume que eu logo imaginei em post. Aliás, descobri que amo casamentos.

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A cerimônia foi há umas três semanas, num sábado de manhã, em um sítio lindo de viver, em Betim. Dentre os espaços disponíveis, o escolhido pro casório foi o gramado em frente a uma charmosa árvore. O dia estava lindo!

casórioBruna1

Sobre as músicas:

Não me recordo da música dos padrinhos, mas nós, as damas, entramos ao som de La Vie em Rose, de Piaf. A entrada da noiva foi dividida em duas músicas. A primeira foi She, de Elvis Costello, e a segunda, da hora em que ela encontrou o pai, foi All you need is love, dos Beatles. Flávia, irmã da Bruna, foi a porta-aliança. Ela entrou ao som de Somewhere over the rainbow. Dani e eu sugerimos outra música porque achamos essa muito triste (e conhecida), mas ela tocou numa versão instrumental mais animadinha. Em vez dos votos tradicionais, eles optaram pela leitura do Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Morais, feita pelo celebrante. Ao final, saímos ao som de Crazy little thing called love, versão de Michael Bublé. Uma trilha bem de comédia romântica e bem a cara da Bruna. Casamento deve ser assim né?!

No próximo post, fotos inspiradoras da decoração. 😉

Interrompemos nossa programação…

Porque, sinceramente, diante de tudo o que tem acontecido  nos últimos dias, tão rápida e intensamente, não consigo fazer outra coisa a não ser acompanhar exaustivamente cada movimento, reflexão ou discussão sobre as manifestações em nosso país. As informações aumentam em avalanche. Com tantos fatos e argumentos, minhas opiniões se constroem e desconstroem o tempo inteiro. E a verdade é que não me sinto à vontade pra seguir com as pautas do blog enquanto o país se revira do lado da fora.

Por isso, eu vou acompanhando daqui… E peço que você acompanhe daí também. Ainda não me informei sobre o pronunciamento da Dilma hoje, mas pelo burburinho, há uma pontinha de esperança surgindo. Vamos que vamos!

Logo, logo eu volto!

Presente pra mãe – vai que dá tempo de chegar!

Super no clima de Dia das Mães, hoje passei um bocado da noite dando uma olhadinha nos sites que eu costumo visitar, encher o carrinho (e depois sair correndo) para algumas sugestões de como presentear a mulher mais importante da nossa vida.

Para a madrecita fashion: anel pied de poule da Mary Design

Para a cafezeira: garrafa térmica vintage da Collector

Para a super leitora: livro coletânea de poesias do Leminski da Fnac

Para a decoradora de plantão: pôster do freevintageposters.com (e ainda é gratuito)

Para a anotadora: caderno da série VHS [2.0] da Libretto

Agora, se em vez de comprar, você quiser fazer alguma coisinha, guenta mão aí que vem dois DIY durante a semana! 🙂

Pequenos feitos da semana…

Mas que fazem a gente se sentir o Batman.

Não sei como funciona daí, mas do lado de cá, domingo é dia de colocar tudo em ordem pra começar bem a semana. E hoje, arrumando as coisas, eu me dei conta de pequenos feitos que alimentaram a alma durante a semana. 🙂

pequenos feitos da semana_11- Ouvir o novo álbum de Madeleine Peyroux umas 20 vezes durante o trabalho. A voz dela é linda e super ajuda a me concentrar. Segue um videozinho com uma das músicas:

2-Terminar um enfeitezinho pro banheiro. Da série: reutilizando embalagens de vidro. Depois eu posto o #comofaz.

3- Montar um pingente de mini bouquet. Fruto da procrastinação da faxina. Mais um colar pro armário.

4- Concluir a leitura de “Como manter a mente sã”, de Philippa Perry. Livro muito bem recomendado e  gostoso de ler. Segue texto da contracapa.

Todo mundo aceita a importância da saúde física: não é tão importante quanto buscar o equivalente para a mente? A vida moderna nos coloca sob grande estresse; pode ser realmente difícil se sentir calmo, contente e aberto para novas experiências. Aqui a psicoterapeuta Philippa Perry demonstra que é possível tornar-se um pouco menos torturado e um pouco mais satisfeito. Ela descreve como nossa mente funciona e então nos ensina vários exercícios destinados a fortalecer nossa resistência, nosso senso de perspectiva e a aumentar a nossa criatividade. Este livro é ao mesmo tempo uma explicação brilhante de nossas mentes e um guia profundamente útil para enfrentar os muitos desafios que a vida coloca no nosso caminho.

5- Desenhar pra não dormir, literalmente. Descobri que é a única forma de vencer o sono desesperador das aulas de sábado à tarde. E que ainda ajuda a manter o foco no que o professor diz. Fiquei feliz de conseguir traçar alguma coisa sem os croquis. \o/

E que os próximos dias sejam de feitos quenem. Boa semana pra gente!

Objetos de memória afetiva

Há uns meses, minha mãe fez a divisão de quem ficaria com o quê da “herança” de meu avô. Quando ela me entregou as coisas que tinha guardado pra mim, foi inevitável me lembrar da Amélie descobrindo a caixinha de recordações do Sr. Bretodeau no banheiro.

Se você não se lembra ou não viu o filme, segue a cena.

E vem na memória um pouco do que ele era. O lápis de marceneiro da Johann Faber (antes de mudar o nome pra Faber Castell); um kit de ferramentas chave de fenda e philips; duas das inseparáveis lupas de bolso, tão companheiras quanto a carteira; uma régua de números e um monóculo sem lente, com um retratinho dele nos anos 70, quando usava mapas ao se guiar por São Paulo, onde trabalhou por um tempo.

A saudade faz abrir a caixinha. E faz perceber o quanto a gente carrega influências e trejeitos que nem sabe que carrega.

Alguém me apresenta ao Google Mapas? Rs.

No final, importa mesmo é a poesia que a gente vai deixar na caixinha. Já pensou nisso?!

“Hora boa é sempre hora de voltar”

Depois das férias virtuais mais prolongadas de todos os tempos, registro aqui que estou de volta! E com justificativas para a ausência. É que a cada ano, a vida faz uma proposta diferente. Se em 2012 a palavra de ordem era exagerar, em 2013, a conjugação saltou para o verbo simplificar. Por isso, ao contrário da exigência habitual com meus dias, iniciei 2013 querendo menos…

Menos tralha no quarto e menos mil pensamentos antes de dormir (e menos culpa ao dormir). Menos discussões de relacionamento – de qualquer tipo – e menos universo virtual. Menos livros lidos pela metade e menos açúcar no café. Menos apego a e-mails antigos, bilhetes, gravuras e mensagens. Menos parcelas a pagar e menos cronômetro. Menos mais um monte de coisas, na verdade.

Uma vontade incrível de tornar tudo mais prático e sensato. E até tem dado certo. Aos poucos, estou aprendendo a varrer o que não presta. Só que não tardou e a agitação voltou mais arrebatadora que nunca. Uma agitação boa, daquelas que resume vontade de viver mais e feliz. Também está forte a saudade daqui, aliada ao carinho de quem alega andar sentindo falta de um drama. E é tanta coisa linda, tanto aprendizado e tanto movimento que nem seria justo guardar só pra mim.

Então, o jeito é continuar juntando tudo numa coisa só. Assim seguimos com o Dona Drama! 🙂

Continue bem-vindo(a)!

Girassol

 

Começando a espalhar a notícia…

Voltei de férias há 10 dias e há 10 dias tenho dormido pensando no primeiro post de 2013. O melhor que consegui até agora foi um monte de frases desconexas num rascunho com título “hora boa é sempre hora de voltar”. Diferentemente de mim, acho que a dona inspiração ainda está nos lugares que visitei, talvez tomando água de coco e acreditando mesmo na história de que o ano só começa depois do Carnaval.

Praia do Perequê - Ilhabela
Praia do Perequê – Ilhabela

Ok. Dou um desconto pra inspiração. Não demora muito e ela volta com um monte de coisa boa pra contar.

Até mais! 🙂