Para gastar sem culpa

Uma coisa é consenso entre meus amigos e eu: viver anda caro demais! Manter o guarda-roupa cheio, então, está ficando impraticável, pelo menos pra quem paga aluguel, condomínio, gasolina e blá-blá-blá.

Mas dias melhores virão. Enquanto isso, se você não é refém das “últimas tendências”, pode se jogar em opções bacanas pra driblar o sufoco econômico com criatividade e estilo. Pra quem mora em BH, chegou a hora de pegar a lista amiga de necessidades e cair de ponta no Griffe Show.

Vale a pena! Só tome cuidado pra não comprar o que não precisa.

5 segredos para se aprender com Constanza…

E que não mereciam ser “confidenciais”.

Antes das dicas de conservação dos calçados, que devem sair até domingo, vou publicar um post que já estava em andamento desde a criação deste blog. Na verdade, trata-se de uma reprodução de partes do livro “Confidencial – segredos de moda, estilo e bem-viver”, da empresária e consultora de moda Constanza Pascolato, que fala de coisas tão pertinentes à boa imagem quanto um vestuário adequado.  Em virtude de algumas experiências pessoais nos últimos tempos, não vejo momento mais oportuno para tal publicação. Portanto, selecionei  5 trechos que dispensam quaisquer comentários. Seguem:

Abre aspas

1 – Ser educado é muito elegante. Educação é a forma básica de demonstrar respeito pelo outro. Quando nos empenhamos em praticá-la, nos aperfeiçoamos como seres humanos. Ser educado é essencial para viver melhor porque se trata de escolha determinante no tipo de contato que você mantém com o mundo. Parece uma ideia óbvia, antiga até, mas a boa educação transformou-se num valor poderoso; anticonformista por ser diferente da maioria mal-educada.

2 – Ostentação é arrogante. A ostentação é uma maneira de jogar na cara do outro, assim mesmo, sem qualquer sutileza, aquilo que você tem ou pelo menos deseja fazer parecer que tem. (…) A ostentação, na minha opinião, delata insegurança. É uma forma bastante imediatista e superficial de tentar “conquistar” o outro. Mostra certa ingenuidade também. Mesmo quem tem muito, quando faz questão de mostrar o que tem multiplicado por mil acaba parecendo mentira.

3 – Sua(o)  melhor amiga(o) é você. Passamos a vida inteira descobrindo mais informações a nosso respeito. Esse, aliás, é o grande barato da história. Para me convencer disso, de que é preciso estar sempre perto de mim mesma, costumo pensar em situações reais, às vezes ligadas ao nosso instinto de sobrevivência. Como naquelas instruções de segurança dos aviões, que indicam colocar antes a máscara de oxigênio em você e depois, só depois, nas crianças ou quem estiver precisando.

4 – Organize-se para realizar sonhos. Sonhar é tão necessário quanto se organizar para ir à luta. Foi pensando desse jeito que aprendi a gostar de disciplina, sem a menor ilusão de que seria simples administrar o embate permanente entre a sonhadora preguiçosa e a brava entusiasta que habitam este corpo de cinquenta e dois quilos – conquistados e mantidos na maior disciplina.

5 Simplificar é preciso. Simplificar a sua vida, entre outras decisões, significa ter coragem de deixar para trás até as pessoas que não combinam mais com você. No embalo dessa iniciativa, livre-se também de comportamentos e sentimentos que não tenham mais a ver com o seu estado de espírito.

Fecha aspas

Simples, né?!  Pra quem ainda não leu o livro, #ficadica!

Eu me apaixonei pela moda, mas o meu amor é o estilo! – Final

Então… Alguém se lembra das duas outras partes? Se não, é só voltar aqui e aqui ó, que logo o texto passa a fazer sentido.

Parei na parte pré-curso de Consultoria de Imagem, em que meus ânimos já não eram os mesmos de outrora por conta da minha desilusão com a moda (melhor, com parte dela). À primeira aula, porém, tive a surpresa de que tudo o que eu aprenderia seria bem mais complexo e mais desafiador do que eu pensava.

Não tardou muito para que eu me envolvesse pela área, pois aprendi que quando se fala em imagem, logo vem uma palavrinha que é das preferidas do meu dicionário: ESTRATÉGIA – ainda vou falar mais disso. Além da aparência, a consultoria de imagem também trabalha os comportamentos e as atitudes pessoais e profissionais. E muito mais do que a moda, está diretamente relacionada ao estilo pessoal.

Mas… O que é estilo?

Isso provavelmente já aconteceu com você. E comigo também! Você está caminhando pela rua, indo ao trabalho ou voltando do almoço, ou simplesmente dando um passeio mesmo. De repente, você passa por uma pessoa que te faz virar o pescoço pra acompanhá-la. É como se tudo nela estivesse em harmonia: cabelos, roupas, acessórios… E você pensa: “nossa, que pessoa diferente!”. Nesse caso, a palavra diferente pode ser  o sinônimo de “estilosa”.

Os estilosos costumam se apropriar da moda para dela tirar o que mais vai favorecer a própria imagem. E tenho certeza de que todos nós temos uma listinha particular de pessoas que consideramos assim. Pessoas que se vestem bem, gesticulam e se movem de forma a atrair nossa atenção e parecem ter desenvolvido uma marca própria. Estou enganada?!

Bem, estando certa ou não, o fato é que meu amor pelo estilo resolveu minha relação com a moda, o que é indispensável ao meu trabalho, e teve um papel fundamental na criação deste blog. Fim da introdução!

Na minha lista tem:

*Imagens reproduzidas

Eu me apaixonei pela moda, mas o meu amor é o estilo! – parte II

Bem, devo continuar da parte em que eu disse que comecei a ler tudo sobre moda (aqui). Pois é, e comecei mesmo. Sentia aquela loucura desconcertante de início de paixão. Fiz muito projetos, tive muitas ideias e falei muito sobre o assunto.

No meio do caminho, porém, as coisas foram mudando. E, assim como na maioria das paixões, logo veio a desilusão. E por quê?

Porque nunca entendi muito bem as pessoas que usam tachas no inverno e flores no verão; porque acho que comprar um esmalte por semana é anti-sustentável; porque se de repente me desse na telha comprar uma bolsa das “de revista”, eu provavelmente teria que dividi-la em pedacinhos para comê-la durante o mês; porque a palavra “tendência” não me agrada: uma corrente que vai levando todo mundo que pensa que está sendo diferente (rima pobre), ou não?! E ainda há muitos porquês…

Mas nada de teoria da indústria cultural agora. Meu objetivo não é ser apocalíptica! Tampouco causar polêmicas. Adoro ler revistas, livros e blogs de moda, ver looks do dia e unhas da semana. São ótimos meios de distração quando se está no intervalo do trabalho ou num “qual o quê” na internet ou em casa. E não dá pra negar que inspiram, não é mesmo?! O que quero dizer é que, profissionalmente falando, essa não é a minha praia.

Quando cheguei a tal conclusão, já tinha me matriculado no curso de Consultoria de Imagem – Personal Stylist. Comecei o ano bem desanimada a fazê-lo, com um medo tremendo de ser “mais do mesmo” que eu já não queria. E eis que, então, tive a surpresa…

Continua…

moda

*Imagem reproduzida

Eu me apaixonei pela moda, mas o meu amor é o estilo! – parte I

“Ela sempre gostou de moda. Desde pequena, sabia que era isso que queria para sua vida”. Essa frase, tão comum em aberturas de matérias sobre personalidades da área, definitivamente não é a que marca a minha história com a moda.

Nunca fui uma criança-estilista-prodígio. Passei parte da infância usando botinhas ortopédicas, rasgava todas as minhas meias-calças com tombos inimagináveis e o único contato com a vaidade, do qual não me lembro, foi aos 2 anos de idade, quando minha mãe me fez a proposta de trocar o bico (ou a chupeta) por um estojo de maquiagem. Imaginou?!

Na adolescência a coisa mudou um pouco de figura. Mas nada que saísse dos padrões das meninas da minha idade. Tive brinco grande, saia plissada, bota de cano alto, mecha no cabelo e mais algumas coisas que fazem a gente morrer de rir quando olha as fotos antigas.

Só uma coisa era certa, herdei da minha mãe (que herdou da minha avó, costureira), a habilidade de trabalhar com as mãos. Sempre gostei de coisas do tipo “faça você mesma”. E também sempre gostei de ganhar dinheiro com elas. Foi assim que, por acaso, durante a época de faculdade (ê Viçosa), eu me tornei bijouterista*.

Fazia peças para as amigas, para as amigas das amigas, para a mãe das amigas, para as colegas, para as vizinhas e assim por diante… Depois da formatura, o hobby-emprego acabou, mas o gosto pela coisa continuou.

Então eu me mudei pra BH. E quis saber um pouco além do que as revistas me mostravam. Assim fiz o curso de Desenho de Moda. E comecei a ler freneticamente sobre moda, a ver programas de TV, a assistir a filmes e a seguir diariamente dezenas de blogs. Tudo sobre moda…

Ops… Limite de caracteres atingido!

Continua…

*bijouterista = pessoa que faz bijouterias ou bijuterias. O “o” não difere em muita coisa, rs

infância