Coletânea

florista

As primeiras linhas da página do meio do livro de suspense que um passageiro lê no metrô

A frase escrita pelo grafiteiro naquele muro enquanto ninguém olhou

As lojas de antiguidade cheias de artigos que algum antepassado já cobiçou

As frutas da banca da frente no mini mercado

algumas passadas

O chapéu da florista

As cartas que descompletaram o baralho que certo grupo de aposentados jogou

na tarde de ontem

5 de paus

3 de copas

2 reis no chão

Quantas coisas viram os olhos cansados daquele senhor que escreve com o rosto colado à mão?

a lupa na outra

Qual o tempo exato de atraso de duas vidas de lados opostos até o instante do encontro naquela estação?

Alameda

Quantos conselhos já ouviu o café since 1929 no mesmo lugar?

onde o senhor escreve e

a mulher lê a revista de pessoas famosas que eu não sei reconhecer

quase 33 anos e só agora pesquisei

os gentílicos de Bangladesh

Ban-gla-de-chi-a-no

um deles

No risk, no gain e a vida é mesmo qualquer coisa que

Meia dúzia de aprendizados sonoros

Numa manhã seca

De um dos últimos dias deste verão

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