Coletânea

florista

As primeiras linhas da página do meio do livro de suspense que um passageiro lê no metrô

A frase escrita pelo grafiteiro naquele muro enquanto ninguém olhou

As lojas de antiguidade cheias de artigos que algum antepassado já cobiçou

As frutas da banca da frente no mini mercado

algumas passadas

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Ninguém devia falar polissílabas

cafe

hoje comprei nosso vinho

vaguei um pouco entre as prateleiras

você lembrou que só tomo malbec?

ninguém devia falar polissílabas

palavras deviam ser café

simples, fortes, quentes

sim, mas só tinha o vinho

vaguei um pouco entre aquelas… estantes

o vendedor era o mesmo chinês?

não tão ranzinza, nem tanto cortês

vamos tomar nosso vinho?

amanhã eu faço café