(…) e que escrever me alivia!

Não! Não vou justificar esse hiato com a falta de tempo. Isso é chato e não é desculpa só minha. Tempo anda sendo artigo de luxo pra todo mundo. A bem da verdade, nem cabe aqui essa questão, pois já faz uns meses que deixei de falar “nós” para voltar a falar “eu”, o que se traduz em domingos 78% mais longos e algumas noites vazias. Só aí tem brecha pra um monte de posts.

Tenho sentido uma crescente vontade de escrever. Mas pra montar as palavras de forma consistente, preciso buscar a clareza de ideias, uma cadência que dê sentido ao que é pensado. Senão fica só um amontoado de letras.

De qualquer forma, vou fazer o exercício.

Há algumas semanas, decidi que meu tempo livre seria sabático. Precisava me organizar internamente, tomar fôlego, pensar um pouco em mim e em tudo o que eu quero daqui pra frente. E no que eu quero com o que eu quero. E no que eu não quero (com o perdão da confusão).

Acredito que é sempre bom dar vez pra esse tal de autoconhecimento. Na verdade, é fantástico, mágico! É no conhecer-se que a gente descobre pedacinhos escondidos, quietos ou adormecidos. Que a gente, de repente, enxerga um lado meio rebelde, que não aceita mais ou menos, nem pouco, nem talvez. Que a gente aprende que é forte e que, no fim das contas, dá conta de tudo, mesmo achando que não dá. Que a gente olha pra trás e vê que já passou por poucas, boas e ruins e, ainda assim, está de prontidão pro que há de vir.

Uma tarefa diária e que sempre rende novidade. Todos os dias, eu descubro algo diferente a meu respeito. Às vezes bom, às vezes não e às vezes no tanto faz. Pretendo manter essa janela aberta, pois é no conhecer-me que eu aprendo a dialogar com uma outra Ana, que eu me acolho e, principalmente, aprendo a me aceitar e a me proteger.

E depois de tanto olhar pra dentro, sinto que estou pronta de novo. Inspirada para as coisas bonitas que vejo todos os dias. Tenho pensado muito no blog e no que eu pretendia quando o criei. Apesar de não me limitar a um só tema, acho que preciso de um norte, de uma linha que vá conduzindo os assuntos. Ainda estou meio perdida quanto a isso, mas sei que vou encontrar um jeito. E também aceito sugestões (hello friends!).

Bom, acho que por hora é só… Alívio! Faltou um final melhorzinho, mas como tá frio e meus pés gelados estão me tirando a concentração, fica pra próxima. O importante era não postergar o post! 😉

Imagem daqui.

Status

Sentada no chão do quarto, entre o armário e a luminária. Ainda com roupas de ginástica. Descalça. Lendo Prosa e Poesia. Retalhos do Dia.

“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome. Isso é o que somos.”
José Saramago
.
Que me falte o tempo, mas jamais a sensibilidade.
Bons dias!

Música de sexta

Voltou! Pelo menos por hoje…

Desde que esta música apareceu na minha timeline do face, há uns 4 meses, sempre escuto para imaginar o quanto tudo pode ser mais simples… Então, neste final de semana, “if you want to sing out, sing out!”.

And if you want to live high, live high
And if you want to live low, live low
‘Cause there’s a million ways to go
You know that there are
Bom final de semana!

Sobre namorar – parte 2

Agora a responsabilidade é grande. Depois do texto de Artur da Távola, espero que o meu faça jus aos cliques por aqui, rs.

Continuando…

11 anos e alguns namorados depois (não entremos em detalhes, já que a moça aqui é de coração suburbano generoso) eu até posso dizer que quase me profissionalizei no assunto: uma namoradeira. E aí vem o que aprendi com isso tudo.

Em primeiro lugar, só consegue namorar alguém quem já descobriu o quanto pode ser delicioso namorar a si mesmo. Quem não liga de ir ao cinema sozinho, encara bem um domingão à noite e é capaz de passar duas horas preparando sua refeição predileta, ainda que sem companhia para o almoço. Traduzindo: só consegue namorar alguém aquele que sabe que o amor próprio vem sempre em primeiro lugar. Outro clichê mais que verdadeiro.

E aí, namorar alguém:

É deixar de dizer eu para dizer nós, com tudo que isso implica. É acreditar que nesse mundo louco, em algum lugar, tem alguém em sintonia com você, que te conhece e sabe que você não gosta de atrasos na TPM – e em qualquer dia –, nem de mentiras, nem de desculpas esfarrapadas, mas que você adora chocolates-surpresa e que seu mau humor só vai durar os 20 primeiros minutos do filme.

Namorar é presentear o outro inesperadamente. Em uma terça qualquer comprar um travesseiro porque o descanso alheio também se torna importante. É estar P* da vida, e ainda assim, querer saber se o outro se deu bem naquela entrevista de emprego, se arrasou na apresentação do curso ou se o trabalho deu certo.

Namorar é mudar de cidade pra ficar junto, ou então enfrentar horas de viagem de ônibus só pra passar outras tantas com o outro. É esperar ligação e mandar e-mail fora de hora. É topar ficar em casa porque um dos dois não tem grana suficiente para sair. Ou então, bancar o outro com boa vontade, porque a gente sabe que, em tempos difíceis, o mais importante é não perder a diversão.

Namorar é esperar por almoços de domingo, é respeitar o sono do outro (e às vezes não, mas ainda assim por uma boa causa). É acordar junto e achar o outro lindo quando acorda, seja ao meio dia ou às cinco da manhã.  É fazer planos de futuro próspero, de viagens longas e de nome dos filhos. É se preocupar porque o outro não fez aquele exame de saúde prometido, pedir que ele não corra ao volante ou evite falar ao celular, para não se distrair.

Namorar é trocar, com gosto, as multidões de Carnaval pela companhia de uma só pessoa. É não dar a mínima para o temporal que não cessa, porque quem importa está ali com você. É olhar uma vitrine e imaginar o quanto o outro ficaria bem com aquela camisa. É levar um brigadeiro da festa porque ele adora. É lembrar num gosto, num cheiro ou numa imagem.

Namorar é esperar, com os olhos brilhando, no aeroporto, na rodoviária, na porta da farmácia ou da padaria. É pão com canela no papel alumínio ao abrir a porta. É conseguir conversar por horas comendo sanduiche de trailer ou cachorro-quente de carrinho.

Namorar é lembrar em casa e lembrar no trabalho. É falar para os amigos o quanto você tem sorte por ter alguém que te faça feliz.

Faz parte de namorar discutir, ficar de mal, dramatizar… Faz parte de namorar fazer as pazes. E também faz parte de namorar reconhecer a hora de deixar que o outro siga sem você, com a tranquilidade de quem contribuiu, da melhor forma, para que em algum momento ele pudesse caminhar sozinho, ou com outra pessoa.  Porque nem todos os namoros são eternos, e há que se conviver com isso. Ou não haverá como namorar…

Se você namora ou já namorou alguém, provavelmente terá outros tantos tópicos para incluir neste texto. A gente sabe que nem sempre é fácil, mas não há dúvidas de que está entre as melhores coisas do mundo.

E se você não namora alguém, namore-se. Aproveite o tempo livre com que a vida tem te presenteado. Ouça as suas músicas favoritas no volume máximo, bagunce o quarto sem medo e faça tudo de que mais gosta. Não precisa desespero… Quando for a hora, você simplesmente estará pronto(a) para mudar o status.

Porque mais cedo ou mais tarde, todos descobrem o gosto de namorar…

Feliz 12 de junho!

Sobre namorar – parte 1

É, minha gente… Dia 12 de junho está chegando.  Adoro escrever em datas temáticas! Foi assim com o Dia Internacional da Mulher e não poderia ser diferente com o Dia dos Namorados.

Quando eu tinha 16 anos, presenteei aquele que era meu primeiro namorado com um texto de Artur da Távola (mas que muitos atribuem a Drummond) que fala que “quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo”. É muito clichê, eu sei, mas ainda assim será o principal deste post. E não apenas porque faz muito sentido, mas porque o texto seguinte só virá a complementar as letras do autor.

Então vamos lá!

TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira. Basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira – d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações. Não tem namorado quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.

continua…

Projeto de meia hora

Segunda-feira, um dia depois da Páscoa, por volta das 10h…

Pedro: Ana, trouxe um presente pra você (e começa a abrir a mochila).

Ana: Sério? O que é? (Já curiosa)

Pedro: Olha só! (E tira um monte de latas de tinta em spray da mochila). Trouxe vários restinhos de tinta pra você treinar.

Ana: Nossa, Pedro, obrigada!

Pedro: Essas estão mais vazias. Quando você tiver a manha eu trago umas mais cheinhas.

Ana: Eba!

Algumas semanas depois… Quinta-feira, por volta das 11h.

Pedro (entrando na sala): Uai, gente?!

Ana: Ah, Pedro, estava estressada, de mau humor. Resolvi tirar meus 15 minutos de folga pra treinar com o spray.  Como tinha um pedaço de papel paraná aqui, resolvi pintar de laranja. Olha se estou fazendo certo.

Pedro: Tá bom, vai. Isso, mais perto… Pegou! Agora o que você vai fazer com isso?

Ana: Oba! Bem, não sei. Pensei em fazer um número. O que acha? Desses que ficam parecendo que foram pintados há anos?!

Pedro: Boa!

E foi assim… Imprimi o número, fiz o estêncil e deixei que Pedro concluísse o resto com o spray branco.

Agora, por que o 3?

Bom, segundo a numerologia, “esse número associa-se com a comunicação, a expressão, a expansão, a criatividade e a sociabilidade. Representa o relacionamento com o mundo exterior. Após a individualidade, a união com o dois, surge a interação com a sociedade. O que comunica. O 3 é a expressão, a comunicação, a criação. É o produto da união de 1 e 2. É a frutificação, a trindade, a multiplicidade. Representa a interação social. Na espiritualidade, o número três é visto como o poder da unidade entre a mente, corpo e espírito.”

Então tá, né?!

Agora, quer ver um pouco do trabalho do Pedro? Ele tem mesmo a manha!

Transição

Quando penso que as coisas estão se acalmando, o acaso me vira do avesso. São tantas causas, casos e pessoas que o blog mais uma vez foi pra escanteio. Mas logo passa.

O motivo? Bem…

Após três anos como assessora de comunicação do colégio, fui promovida à coordenadora de comunicação de toda a rede, que tem cinco escolas no Brasil. Nem é preciso dizer o quanto isso me deixou feliz e com aquela sensação de ter escolhido a profissão certa pra minha vida. O desafio, no entanto, é grande, o que consome tempo e energia. E apesar de gastar com gosto, há toda uma nova rotina com que me adaptar.

Paralelamente a isso, resolvi que quero ser uma coroa enxuta e saudável. E para cumprir esse objetivo de longo prazo, seria preciso que agisse já. E é o que tenho feito. Spinning num dia, musculação no outro, esteira no outro… Estou virando uma ratinha de academia!  Assim… Tanta boa vontade é porque o santuário da saúde está literalmente ao lado do prédio em que moro. Não há desculpas!

E há mais uma série de coisas acontecendo. Pra elas, porém, eu deixo apenas uma das minhas músicas favoritas, que já diz muito por mim. O vídeo também! : )

P.S: Eu queria ter feito um post mais romântico, mas estou no momento ruim da bipolaridade que se instalou em mim hoje. Desejos de retorno em breve!

Tutorial em vídeo – colar de viés

Terça-feira, feriadão… Bora aprender uma coisa nova?

Dei um super perdido no blog nos últimos dias, mas a causa é nobre. Logo escrevo um post contando sobre as novidades do meu abril. Recebi tantas energias boas para esse 2012 que o ano não poderia estar mais leve… E mais intenso! Esquisito, né?!

Mas vamos ao vídeo abaixo. Já que eu ando toda bijuterista, resolvi compartilhar mais um pouco desse lado “faça você mesmo(a)” e editar um vídeo ensinando a fazer um colar fácil, fácil! Desses ensinamentos de mãe, sabe?!

O bom é que, se bem feito, fica diferente, bonito e… Barato  (o que é mais importante). Um acessório novo por menos de R$10,00. Quem não quer?

É isso! Espero que você goste. Caso não, fica a dica do som para o feriado: Cake. Adoro!

Tenha um ótimo dia!

Bijoux da Dona – Prévia do que vem por aí…

Sempre com vida dupla, agora assessora em horário comercial e bijuterista nas horas de folga. Teremos uma coleção de colares em breve. Adoro fazê-los!  E o bacana de fazer algo com a finalidade de trocar por dinheiro é justamente a possibilidade de desviar o olhar de si para pensar no outro, que é quem deve gostar das peças. E aí você conclui que a diversidade é a coisa mais linda do mundo. Eu, por exemplo, não sou das mais adeptas do caveirismo, mas como a maioria das fundições que encontro está com essas carinhas ossudas, eu não pude deixar de levar algumas pra casa. E não é que estou gostando das peças? Logo, logo eu mostro tudo o que tenho feito.

P.S: Coisa chata é pensar na grafia dessa palavra… bijoux, bijous, bijus… Enfim! O Michaelis me mostrou que no português do Brasil o certo é bijuteria. Bijoux é a tradução em francês. Ui!

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