Ainda sobre Malta: respondendo às dúvidas dos amigos

Old love in Sliema

Quando eu voltei de viagem, muitos amigos, colegas de trabalho e conhecidos fizeram inúmeras perguntas sobre a experiência em Malta. As questões variavam desde a escolha da agência de intercâmbio à cultura maltesa. Respondi a tudo com prazer inúmeras vezes e sei que as dúvidas podem ser as mesmas de quem está lendo o post agora. Por isso, prepare-se que lá vem mais uma lista daquelas.

1 – Como você organizou tudo?

Há duas formas de organizar esse tipo de viagem. Você pode pesquisar sobre as escolas e resolver tudo diretamente ou pode procurar uma agência. Eu até faria a primeira opção, mas ano passado foi corrido e achei melhor ter uma intermediação profissional. Tudo o que você precisa é de um consultor paciente para responder às suas dúvidas.

A agência que escolhi se chama Speed System. Ela já atende a rede de colégios para qual trabalho, fica no caminho entre escritório e casa e tem um consultor super disponível e simpático, o Thiago Pinheiro. Foi ele quem fez minha matrícula, meu seguro viagem e comprou minhas passagens, além de ter dado todas as orientações importantes.

Minha sala de aula ficava ali. Sprachcaffe Malta.
Minha sala de aula ficava ali. Sprachcaffe Malta.

2- Quais documentos são necessários?

Passaporte (para mais de três meses de estadia é preciso visto), cartão de vacinação (sempre levo, mesmo que não fiscalizem) e o comprovante do seguro viagem para casos de emergência. Como o extravio de bagagens também têm sido constante em viagens internacionais, contratei um seguro que cobria essa possibilidade.

3 – Você gastou muito? E lá?

Bem, isso é relativo. O investimento envolve o custo do curso + acomodação + passagem aérea + translado + seguro viagem + o que for gastar durante a estadia. Todos os preços da escola em que fiquei estão disponíveis no site. Como eu optei pela residência estudantil em vez de casa de família, paguei um pouquinho mais. Em contrapartida, fiz pouquíssimas refeições fora de casa.

Tudo depende das suas intenções. Se você for econômico(a), 100 euros serão suficientes para uma semana tranquila. Menos até, eu diria. Uma coisa importante e que ajuda a economizar, por exemplo, é o transporte público. Você paga um valor único pelo bilhete e pode ir e voltar para os lugares que quiser gastando 1,50 euros por dia. Também recebemos uma carteirinha de estudante que nos ajuda a economizar em vários pontos turísticos.

Minha sugestão é não contratar o translado da escola. É mais caro e o aeroporto possui diversas empresas que oferecem o serviço por um preço melhor. Ainda há o transporte público, que sai bem mais em conta. O Google Maps poderá ajudar você nisso.

4 – Como são os malteses?

Depende. Li muito a respeito da grosseria dos motoristas de ônibus. E eles são grossos mesmo. Mas conheci pessoas que me ajudaram tanto que não seria justo generalizar. Alguns são mais secos, outros são educados e prestativos, como em todo lugar. Eles também são muito religiosos e têm uma cultura folclórica riquíssimas. Infelizmente, não conheci nenhuma de suas festas tradicionais.

docinho maltês
Docinho maltês favorito. Misto de prazer e caloria.

5 – Como é a comida?

Ao contrário do que eu pensava, a referência gastronômica é mais italiana que mediterrânea. Mas de uma forma geral, os malteses comem muita massa, peixe, carne de coelho e frutos do mar. O salgado popular  deles se chama pastizzi e é uma espécie de massa folhada vendida a  centavos em qualquer das pastizzerias que encontramos no país. E são muitas. Também há muitos cogumelos em todos os mercados. O tempero é ótimo! Os doces também são bons. Há Nutella em quase tudo e eles fazem uma massa com amêndoa que é deliciosa.

Uma das poucas refeições fora da residência.
Uma das poucas refeições fora da residência.

6 – Você saía à noite?

Sim. A vida noturna de Malta é bem agitada e se concentra em um lugar chamado Paceville, repleto de clubes que não cobram a entrada. Você pode dançar de salsa a hip hop em uma mesma noite. A desvantagem é que o cigarro ainda não é proibido em ambientes fechados, como no Brasil.

7- Valeu a pena?

Sim. A gente não vai sair fluente em inglês, mas 60 horas de curso fora valerão mais que um semestre no Brasil, por várias razões:

– Uma imersão vai ajudar você a se tornar mais confiante porque precisa se virar de algum jeito;

– Fazer um curso logo pela manhã é diferente de ter aulas depois de um dia inteiro de trabalho;

– Você aproveita melhor o seu tempo, pois diferentemente de dormir até tarde – o que é comum em férias –  vai conseguir criar uma rotina para curtir melhor o dia. Ao menos comigo foi assim.

– Você faz amigos do mundo todo, expande seus horizontes, conhece outros pontos de vista e vive experiências intensas.

O úllitmo pôr-do-sol na Ilhota.
O úllitmo pôr-do-sol na Ilhota.

É importante destacar que o nível de aprendizado também está ligado ao propósito com que você faz um curso. Durante muitos anos eu estudei inglês porque era ~importante pro  mercado de trabalho~, mas só consegui absorver de verdade e me desbloquear para o idioma quando percebi que é divertido e importante pra mim, que é uma forma de eu conhecer e me relacionar com mais pessoas e  que não tem problema falar errado, contanto que as pessoas me compreendam. Foi uma das melhores escolhas da vida.

Extra: 4 curiosidades sobre Malta:

– O país está entre os 10 melhores para se viver depois da aposentadoria em razão de seu baixo custo de vida e bom sistema de saúde. E não só para viver. A ilha também recebe muitos casais de turistas idosos anualmente. Vide foto de abertura do post.

– O maltês gosta muito de café. E eles são bem generosos quando o assunto é uma xícara grande.

Você pede um café com leite grande e a bebida vem praticamente em uma tigela de sopa. Taí um país que entendeu o espírito da coisa.
Você pede um café com leite grande e a bebida vem praticamente em uma tigela de sopa. Taí um país que entendeu o espírito da coisa.

– Como não há rios e lagos na ilha e as chuvas ocorrem apenas no inverno, 70% da água consumida no país é água do mar dessalinizada. Por isso, dificilmente encontramos bebedouros públicos e as fontes de água decorativas geram opiniões controversas.

Fonte dos Jardins Barrakka, em Valletta.
Fonte dos Jardins Barrakka, em Valletta.

– As tomadas são bem diferentes das do Brasil, o que pede um adaptador.

Bem… Agora sim concluí a saga de posts sobre minha experiência na Ilhota. Espero que as dicas tenham lhe ajudado. Em caso de dúvidas, fique à vontade para enviar sua pergunta. Eu responderei com gosto! 🙂

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