Oi, 2012!

Saudações carnavalescas!

Rá! Pensou que eu tinha abandonado o blog, né?! Faço isso nunquinha… Aliás, sinto que em breve poderei postar mais frequentemente… Só um pressentimento.

Bem, como eu disse no último post, janeiro foi mês de férias! E mês de uma das viagens mais inesquecíveis que já fiz até hoje (parece que nem acabou ainda). E já falei isso tantas vezes que repetir aqui me soa o máximo da redundância. Até porque, minha relação com as palavras não anda nada boa hoje.

Depois de encontrar com a irmã na Espanha, juntamos as trouxas e seguimos viagem para a Holanda, França e Itália. Foram 25 dias intensos, com direito a mochila pesada, noite em translado, recepção de amigos queridos, risadas incontroláveis, choro sem fôlego, cultura e arte, frio de doer o osso, café com leite e todas as coisas deliciosas que até então eu só conhecia por filmes, livros e revistas sobre o velho continente.

Cheguei aqui há três semanas. E como boa turista tupiniquim que se arrisca em terras geladas, voltei doente. Estou reorganizando minha saúde, recuperando o ritmo no trabalho e desejando por minha casa em ordem a qualquer custo (manhêêêêêê, vou trazer a mesa nem que seja nas costas, ok?!). Somado a isso, ainda tenho o tcc da pós, que não é lá coisa de outro mundo, mas anda consumindo boa parte do meu tempo (pelo menos a que fico pensando nele).

E pra não escrever mais um testamento, eu finalizo com algumas imagens que registrei pelas Oropas. Trouxe souvenirs clichês (sim, sim, sim) e uma pasta tesouro contendo posters, mapas, tickets de metrô, pop cards e tudo de lindo e inspirador que eu via, embora as melhores lembranças estejam mesmo aqui, juntinhas no coração. Valeu cada centavo de economia em 2011!

E bom Carnaval pra você! Porque eu só quero saber onde vai ser o meu sossego!

Vá com Deus, 2011!

Ok! Admito. Posterguei este post até os 45 do segundo tempo. Falta pouco para 2012. Mas como quero iniciar um novo ano sem olhar pra trás, preciso escrever sobre tudo o que me ocorreu nos dois meses em que o blog esteve sem textos, sem imagens e sem qualquer música. Afinal, isso aqui é mais pessoal que qualquer outra coisa…

Sobre perder…

Em novembro, recebi uma das notícias mais tristes que poderia ter recebido na vida. Meu ex-namorado Ronaldo, um grande amigo e colega de faculdade, perdeu a vida em um trágico acidente de carro. Chocada, vi-me obrigada a dar adeus à única pessoa com quem vivi em dupla. Doeu. Dói. E todos os dias me pego pensando no quanto é difícil lidar com a morte e com a partida de pessoas tão importantes em nossas vidas.

Nossa cultura ocidental é paupérrima nesse sentido. Sabemos que a única certeza da vida é a morte. Ainda assim, ela representa um tabu, algo impensável e inimaginável. Todos os dias, ouvimos a notícia de que fulano abotoou o paletó, cicrano partiu dessa para uma melhor, beltrano descansou… E mais inúmeros eufemismos que na verdade só querem dizer: game over! Acabou! Nunca mais! A partir de agora, sem mais telefonemas no aniversário, sem mais reencontros, sem mais recados nas redes sociais, sem mais risadas e sem mais um monte de coisas que só aquela pessoa nos proporcionaria.

A morte nos coloca, então, diante de duas saídas. A primeira é acreditar que realmente é o fim de tudo. Aquele papo de que do pó viemos e ao pó retornaremos. Não são poucas as pessoas que veem nossa função na terra como única e exclusivamente orgânica. Conheço, respeito e convivo com muitas.

A segunda saída é a crença no transcendente e no fato de que estamos todos vivendo em escalas de evolução. Pode parecer loucura acreditar que há uma intervenção Divina em cada movimento do universo e de que a vida não acaba aqui, mas é a saída pela qual eu opto desde sempre.

Sobre aprender…

A lidar com a saudade, sentimento urgente. Sabemos que saudade é fruto de boas lembranças ocasionadas por laços invisíveis que criamos uns com os outros.  E aí vem a grande lição de tudo, a de que tudo o que deixamos de mais precioso aos que ficam está na memória.

Lembrar o Ronaldo é lembrar o riso, a alegria, o bom-humor e a diversão. É lembrar o sarcasmo inteligente, a economia às vezes exagerada, o raciocínio rápido e a prolixidade intencional. É lembrar funk e sertanejo, poesia em letra de axé e organização extrema. É lembrar cuidado, dedicação e lealdade. É lembrar um monte de coisas ruins e vê-las como infinitamente pequenas diante de tantas coisas boas. É lembrar foco! E é lembrar que, em 26 anos, uma pessoa conseguiu deixar lembranças que outras não deixariam em 80.

E isso, convenhamos, é o mais importante. Não serão as compras da última viagem, não será o carro zero que você pagou à vista nem o seu computador de última geração. Será o bom dia, o sorriso fora de hora, o abraço de consolo, as palavras de distração e mais aquilo que seja capaz de fazer alguém sentir saudade. Portanto, que não guardemos palavras, que sejamos afetivos com as pessoas que amamos (e com as que não amamos também), que contemos até 10 antes de deixar escapar qualquer ofensa (preciso) e que saibamos lidar com a efemeridade de vida. Até porque, nunca sabemos quando será a última vez, né não?!

E vida que segue…

Sobre nascimentos… E sobre o Natal!

2011 foi ano de perda, mas também de nascimentos. O primeiro veio em abril. Um sobrinho lindo do namorado, meu emprestado, que tem olhos redondos de jabuticaba e que sorri a cada vez que ouve minha gargalhada. O segundo veio em outubro, de uma irmã de coração que hoje habita as terras frias do sul do Brasil. Já vi de Batman e Papai Noel e morro de amores cada vez que recebo uma foto por e-mail.

Crianças são expectativas de renovação. E ter visto o menino Jesus nascer mais uma vez, em dezembro, especialmente neste ano, encheu ainda mais meu coração de esperança.  Apesar de tudo o que aconteceu, tive muito pelo que agradecer.  E tive muito a dizer àqueles que me foram tão especiais e prestativos nos últimos 12 meses. Eis a época em que embrulho, com satisfação, todos os presentes que compro e/ou faço para as pessoas queridas.

Sobre o cumprimento de mais uma etapa…

Em dezembro encerrou-se mais uma etapa da minha vida. Concluí meu curso de pós-graduação quase como um maratonista que chega em último lugar na corrida,  mas concluí. E saber que cheguei ao fim de algo a que me propus  em 2011 é outro motivo de satisfação.

Conheci pessoas que certamente me acompanharão pelo resto da vida. Amigos com os quais pude estudar, rir, chorar, trocar bilhetes, fazer dança da cadeira e jogo da verdade, beber, conversar e me divertir até dar dor de barriga. Inesquecíveis.

Sobre a necessidade de grana extra…

Em um post lá dos primórdios contei que, durante e época da faculdade, eu fazia bijuterias para vender para as amigas. Depois de cinco anos adormecido, resolvi despertar o ofício na tentativa de faturar um $ extra para o fim de ano. Deu certo. Foram algumas noites em claro produzindo colares e mais colares. Fiz as tags, imprimi etiquetas com os preços e dá-lhe coragem para mostrar as peças. Sorte que mulheres não andam faltando em minha vida. A intenção era ter fotografado tudo e criado uma página especialmente para as bijus, mas em razão de todos os acontecimentos, acabou não sobrando tempo. Mas sobrou um colarzinho pra contar história. Ó só!

Sobre a próxima aventura…

Também em um post (não com as mesmas palavras), eu contei que minha irmã havia se mudado para a Europa para um intercâmbio entre universidades. E tcharan… Estou de férias e de malas semiprontas para embarcar para a primeira grande aventura das irmãs Possas.

As passagens estão compradas desde agosto, mas minha supersticiosidade só me deixou contar agora. Depois de tudo, o que eu mais precisava era mesmo de um tempo fora. Curtir a hermanita e conhecer lugares e culturas diferentes estão na minha lista de coisas que fazem a vida valer a pena. Na próxima terça-feira, embarco para a Espanha, que é onde ela está.  E de lá iniciamos nossa mochilada por alguns países. Se der, vou contando por aqui…

Sobre a importância de amar em paz…

Há quase dois anos e meio, o destino me presenteou com a sorte de um amor tranquilo (Cazuzeando). E depois dessa turbulência de coisas que aconteceram em 2011, eu devo admitir que o “dramômetro” alcançaria  índices muito superiores se eu não tivesse alguém que compartilhasse tudo comigo. Tenho que agradecer a Deus e a meus amigos, mas também tenho que agradecer ao Fabio, namorado e autor do nome deste blog, pelo companheirismo de todos os momentos. Pela compreensão da minha perda em uma situação tão delicada como a que vivi; pela coragem em encarar a galeria do Ouvidor em época de Natal; pelas noites de 12 horas de sono ininterruptos sem incômodos; pela ajuda com a mudança de apartamento; e por milhares de outras coisas que não mais caberiam aqui. Amar alguém, de fato, só pode ser fazer bem. E ser amado também!

Sobre o próximo ano…

Não quero promessas, não quero muitos planos nem expectativas. Quero as sensações inéditas, o entusiasmo pelo que não conheço e as surpresas dos próximos dias.

Quero apenas momentos leves, mais abraços apertados e diversão a todo o tempo.

E quero que, para você, seja assim também.

Feliz 2012!

Ufa! Acho que falei tudo! : )

Rolhas… Para que te quis!

Organizando… Os cordões, os cintos e os lenços!

Pausa nos estudos para o ar da graça.  Como eu estava lendo que “o self (eu) é cada vez mais alimentado por materiais simbólicos mediados” (salve Thompson), deixa eu ajudar a alimentar o self de quem passa por aqui, rs.

Dia do aniversário é um dia super magia. De repente, tudo que dava errado começa a dar certo e a zica do tal inferno astral, quer ele exista ou não, vai embora.

Há umas três semanas, eu tive um dia desses. E entre parabéns e abraços queridos, recebi um presente ansiosamente aguardado.

Ok, você vai rir. Mas já explico.

Desde o ano passado, eu estava juntando umas rolhas pra fazer um mural de recados, na tentativa de substituir a geladeira (quem mora em república sabe bem o que é isso). Mas né, haja vinho e espumante pra tanta cortiça. E a graça de tudo estava  na reutilização. Rolha comprada não ia valer.

Aí que entrou em cena o tio Ed, disciplinário do colégio durante o dia e garçom de buffets chiquérrimos durante a noite. Quando soube da minha “coleção”, ele disse que jogava centenas de rolhas no lixo todos os dias. Pedi então que juntasse pra mim. Ele disse sim, mas isso foi em agosto. E quando eu já estava cansada de cobrar pela promessa, eis que surge o presente, acompanhado do comentário dúbio: “Ana, só quero ver o que você vai fazer com essas rolhas”.

E o que eu fiz?

Solução para aproveitamento de portas de armário. Como você vê, as rolhas de espumante podem ser ótimos cabideiros. É só escolher aquelas com o formato mais parecido ao de um cogumelo.

Agora o processo:

Como as portas do meu armário já estavam com uma carreira de 4 furinhos, pedi que seu João cortasse as cabeças de 4 pregos grandes. Assim, foi só pregar e encaixar as rolhas. O restante eu colei com cola quente.  Fiz o trabalhinho há uns 15 dias. E está tudo firme até hoje.

Agora é esperar e mostrar para o tio Ed o que eu fiz com as rolhas… : )

5, 4, 3, 2… 1!

Antes da meia-noite. Ufa!

Há um ano, eu fazia minha estreia neste blog. Ainda tinha sol. Era depois do trabalho e antes da ida ao cinema pra ver Tropa de Elite 2. Estava ansiosa. Queria tudo muito especial. E, pelo menos pra mim, foi! E tem sido!
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Quando ainda no digita e apaga sem fim, eu não tinha ideia do quão gostoso seria apertar o botão “publicar”, nem do quão alegre seria receber um aviso de mensagem pelo wordpress. Pois é… Sempre vibrei e vibro a cada recadinho e a cada mensagem carinhosa de incentivo.
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Também não imaginava o quão corrida estaria minha vida neste ano. Não ouvi todas as músicas da minha lista, não fiz a lista do que deveria ter no nécessaire dos meninos. Não escrevi sobre tudo de que gostaria…
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Mas foi um começo! E ainda há muito por ser dito!
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Obrigada pelas visitas nesses 365 dias!
Abraço de ursa!
Ana
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No ateliê da Dona – árvore de cores

Na casa dos pais, curtindo recesso, gata, cachorro, chuva, livro e bolo de cenoura da mãe. Sem muita vontade de escrever, só de mostrar!

Uma árvore fácil, fácil!

Outro dia, acessando a loja Estúdio Cereja, da blogueira Ana Medeiros, li umas ideias de aproveitamento de placas de Eucatex (umas chapas de fibras de madeira que acompanham embalagens de móveis, impressos e afins) que me agradaram muito. Guardei algumas em casa pra quando tivesse um tempinho. E só precisei de um tempinho mesmo.
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Nesse projeto, gastei:
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– Uma placa de Eucatex tamanho 30×21 (mais ou menos);
– Páginas coloridas de revistas velhas;
– Tesoura;
– Cola;
– Tinta de parede bege (era o que tinha pro dia);
– Pincel pra cola e pincel pra tinta;
– Um estêncil em formato de árvore (fiz no Corel e imprimi em papel 60kg, também o que tinha pro dia).
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O resto é simples, né?! E dá pra fazer no intervalo de qualquer coisa… Ou durante a novela.
O site de onde tirei a inspiração está salvo nos favoritos do computador do trabalho. Depois eu mostro aqui. : )

Mudei!

Quando a Rafaela, minha então companheira de república, ligou da imobiliária contando sobre o abusivo reajuste do aluguel, o que veio à minha cabeça foi: vamos ligar para o proprietário e tentar negociar. Mas ela foi taxativa em seu “não adianta”. O corretor já havia dito que o proprietário não estava para negociações. Portanto, o melhor mesmo seria procurar outro apartamento.

Pensei no transtorno de uma mudança a essa altura do semestre, nos projetos não terminados para o apartamento e nos gastos não previstos. Mas ok! Ao menos estávamos juntas (foi o que pensei).

Fui internalizando tudo aos poucos: as possibilidades de um quarto maior, de uma nova vizinhança por perto, de novos ares… Uma oportunidade involuntária de recomeço. E foi isso que me fez gostar da ideia de procurar um novo lar.

Achamos um apartamento razoável. Era menor que o atual, mas acessível a todas as moradoras. Quando já estávamos organizando os documentos, Rafa resolveu dar um passo atrás e tentar a tal negociação. Bem compreensível, já que seria ela quem mais perderia em conforto.

Com a mudança internalizada, Ana (outra moradora) e eu decidimos que, independentemente da palavra final do proprietário, da imobiliária ou de quem quer que fosse, seguiríamos com os planos. Organizamos tudo e demos entrada com os papéis.

O primeiro ap não deu certo. O condomínio não aceitou que uma república se mudasse para lá. E quando eu já estava quase instalando uma faixa de “abaixo a republicafobia” em frente ao prédio, eis que encontro outro apartamento. Infinitamente melhor, por gentileza do destino.

O fato é que o último mês foi estressante. De tombos consentidos no trabalho para resolver o leva e traz sem fim de papéis (obrigada, chefe!), de idas e vindas à casa dos meus pais para assistir o avô, que está doente (e isso é mais importante que tudo), de ligar o automático na pós e chutar a nerdeza para escanteio (temporariamente) e de me despedir (com o coração apertadinho) da irmã que foi desvendar a engenharia dos alimentos láááááá no velho continente.

Agora, as coisas começam a se ajeitar. E quero projetar para a casa nova todos os sentimentos que tenho buscado para minhas companheiras e eu: paz, espiritualidade, conforto, alegria, simplicidade e satisfação. Estamos felizes e entusiasmadas. Que venham as melhores energias!

Acredito que, embora sem aviso prévio, a mudança tenha vindo em excelente hora. Às vezes, só precisamos de “pessoas Rafaela” para movimentarem nossas vidas, ainda que elas mesmas desistam da movimentação a que deram início. Agora, devagarinho, vamos conciliando o tempo com as demandas da casa. E, aos poucos, tudo ganhará o seu lugar. Sem pressa, sem ansiedade e sem drama… Assim espero!

A foto (reprodução) é só para a primavera.

Faxina Geral

“Há muitas coisas boas em se mudar de casa ou apartamento. Em princípio, toda e qualquer mudança é um avanço, um passo à frente, uma ousadia que nos concedemos, nós que tememos tanto o desconhecido. Mudar de endereço, no entanto, traz um benefício extra. Você pode estar se mudando porque agora tem condições de morar melhor, ou, ao contrário, porque está sem condições de manter o que possui e necessita ir para um lugar menor. Em qualquer dos dois casos, de uma coisa ninguém escapa: é hora de jogar muita tralha fora. E, se avaliarmos a situação sem meter o coração no meio, chegaremos a um previsível diagnóstico: quase tudo que guardamos é tralha.

Começando pelo segundo caso, o de você estar indo para um lugar menor. Salve! Considere isso uma simplificação da vida, e não um passo atrás. Não haverá espaço para guardar todos os seus móveis e badulaques. Se você for muito sentimental, vai doer um pouquinho. Mas não é crime ser racional: olhe que oportunidade de ouro para desfazer-se daquela estante enorme que ocupa todo o corredor, e também daquela sala de jantar de oito lugares que você só usa em meia dúzia de ocasiões especiais, já que faz as refeições do dia a dia na copa. Para que tantas poltronas gordas, tanta mobília herdada, tantos quadros que, pensando bem, nem bonitos são? Xô! Leve com você apenas o que combina e cabe na sua nova etapa de vida. O que sobrar, venda, ou melhor ainda: doe. Você vai se sentir como se tivesse feito o regime das nove luas, a dieta do leite azedo, ou seja lá o que estiver na moda hoje para emagrecer.

No caso de você estiver indo para um lugar maior, vale o mesmo. Aproveite a chance espetacular que a vida está lhe dando para exercitar o desapego. Para que iniciar vida nova com coisa velha? Ok, você foi a fundo de caixa e não sobrou nada para a decoração, compreende-se. Pois leve seu fogão, sua geladeira, sua cama, seu sofá e o imprescindível para não dormir no chão. Para começar, isso basta. Coragem: é hora de passar adiante todas as roupas que você pensa que vai usar um dia, sabendo que não vai. Hora de botar no lixo todas as panelas sem cabo, os tapetes desfiados, as almofadas com rombos, os discos arranhados, as plantas semimortas, aquela lixeira medonha do banheiro, os copos trincados, os guias telefônicos de três anos atrás, todas as flores artificiais, as revistas empoeiradas que você coleciona, a máquina de escrever guardada no baú, o aquário vazio e o violão com duas cordas. Tudo isso e mais o que você esconde no armário da dependência de serviço. Vamos lá, seja homem!

Caso você não esteja de mudança marcada, invente outra desculpa qualquer, mas livre-se você também da sua tralha. Poucas experiências são tão transcendentais como deixar nossas tranqueiras para trás.” Martha Medeiros

Pois é, estou de mudança!

No ateliê da Dona – projeto 3 (parte 2)

Pois é… Sumi mesmo! Ando com o descaramento de só aparecer aqui pra deixar uma musiquinha, e olhe lá! Mas não sem motivo.

Um reajuste inesperado na renovação do aluguel vem me tirando o sono e o tempo. Andei em busca de um novo apartamento. Achei! Por isso, pode ser que o projeto 3 seja para outra parede que não a pálida, pode ser que eu vá respirar novos ares que não os da poeira da obra ao lado, pode ser que o tamanho do meu quarto aumente… Pode ser! Espero que seja! E enquanto não é, vem a parte 2 do projeto 3.

Sem muito segredo. A mesma técnica da tinta em spray nas molduras, dos cartões sensíveis guardados em casa, dos downloads gratuitos filados da internet…

Aos ansiosos, adianto que a parede (seja lá qual for), ficará pronta depois que os 12 quadrinhos estiverem terminados. E se tudo der certo, em pouco tempo, o blog terá um apartamento inteiro de pautas. Vamos aguardar!

P.S.: em prol de um mundo sem enxaquecas e piriris demais sintomas de ansiedade, adoto campanha para a frase do quadrinho amarelo: ESCOLHA A CALMA!

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