Vá com Deus, 2011!

Ok! Admito. Posterguei este post até os 45 do segundo tempo. Falta pouco para 2012. Mas como quero iniciar um novo ano sem olhar pra trás, preciso escrever sobre tudo o que me ocorreu nos dois meses em que o blog esteve sem textos, sem imagens e sem qualquer música. Afinal, isso aqui é mais pessoal que qualquer outra coisa…

Sobre perder…

Em novembro, recebi uma das notícias mais tristes que poderia ter recebido na vida. Meu ex-namorado Ronaldo, um grande amigo e colega de faculdade, perdeu a vida em um trágico acidente de carro. Chocada, vi-me obrigada a dar adeus à única pessoa com quem vivi em dupla. Doeu. Dói. E todos os dias me pego pensando no quanto é difícil lidar com a morte e com a partida de pessoas tão importantes em nossas vidas.

Nossa cultura ocidental é paupérrima nesse sentido. Sabemos que a única certeza da vida é a morte. Ainda assim, ela representa um tabu, algo impensável e inimaginável. Todos os dias, ouvimos a notícia de que fulano abotoou o paletó, cicrano partiu dessa para uma melhor, beltrano descansou… E mais inúmeros eufemismos que na verdade só querem dizer: game over! Acabou! Nunca mais! A partir de agora, sem mais telefonemas no aniversário, sem mais reencontros, sem mais recados nas redes sociais, sem mais risadas e sem mais um monte de coisas que só aquela pessoa nos proporcionaria.

A morte nos coloca, então, diante de duas saídas. A primeira é acreditar que realmente é o fim de tudo. Aquele papo de que do pó viemos e ao pó retornaremos. Não são poucas as pessoas que veem nossa função na terra como única e exclusivamente orgânica. Conheço, respeito e convivo com muitas.

A segunda saída é a crença no transcendente e no fato de que estamos todos vivendo em escalas de evolução. Pode parecer loucura acreditar que há uma intervenção Divina em cada movimento do universo e de que a vida não acaba aqui, mas é a saída pela qual eu opto desde sempre.

Sobre aprender…

A lidar com a saudade, sentimento urgente. Sabemos que saudade é fruto de boas lembranças ocasionadas por laços invisíveis que criamos uns com os outros.  E aí vem a grande lição de tudo, a de que tudo o que deixamos de mais precioso aos que ficam está na memória.

Lembrar o Ronaldo é lembrar o riso, a alegria, o bom-humor e a diversão. É lembrar o sarcasmo inteligente, a economia às vezes exagerada, o raciocínio rápido e a prolixidade intencional. É lembrar funk e sertanejo, poesia em letra de axé e organização extrema. É lembrar cuidado, dedicação e lealdade. É lembrar um monte de coisas ruins e vê-las como infinitamente pequenas diante de tantas coisas boas. É lembrar foco! E é lembrar que, em 26 anos, uma pessoa conseguiu deixar lembranças que outras não deixariam em 80.

E isso, convenhamos, é o mais importante. Não serão as compras da última viagem, não será o carro zero que você pagou à vista nem o seu computador de última geração. Será o bom dia, o sorriso fora de hora, o abraço de consolo, as palavras de distração e mais aquilo que seja capaz de fazer alguém sentir saudade. Portanto, que não guardemos palavras, que sejamos afetivos com as pessoas que amamos (e com as que não amamos também), que contemos até 10 antes de deixar escapar qualquer ofensa (preciso) e que saibamos lidar com a efemeridade de vida. Até porque, nunca sabemos quando será a última vez, né não?!

E vida que segue…

Sobre nascimentos… E sobre o Natal!

2011 foi ano de perda, mas também de nascimentos. O primeiro veio em abril. Um sobrinho lindo do namorado, meu emprestado, que tem olhos redondos de jabuticaba e que sorri a cada vez que ouve minha gargalhada. O segundo veio em outubro, de uma irmã de coração que hoje habita as terras frias do sul do Brasil. Já vi de Batman e Papai Noel e morro de amores cada vez que recebo uma foto por e-mail.

Crianças são expectativas de renovação. E ter visto o menino Jesus nascer mais uma vez, em dezembro, especialmente neste ano, encheu ainda mais meu coração de esperança.  Apesar de tudo o que aconteceu, tive muito pelo que agradecer.  E tive muito a dizer àqueles que me foram tão especiais e prestativos nos últimos 12 meses. Eis a época em que embrulho, com satisfação, todos os presentes que compro e/ou faço para as pessoas queridas.

Sobre o cumprimento de mais uma etapa…

Em dezembro encerrou-se mais uma etapa da minha vida. Concluí meu curso de pós-graduação quase como um maratonista que chega em último lugar na corrida,  mas concluí. E saber que cheguei ao fim de algo a que me propus  em 2011 é outro motivo de satisfação.

Conheci pessoas que certamente me acompanharão pelo resto da vida. Amigos com os quais pude estudar, rir, chorar, trocar bilhetes, fazer dança da cadeira e jogo da verdade, beber, conversar e me divertir até dar dor de barriga. Inesquecíveis.

Sobre a necessidade de grana extra…

Em um post lá dos primórdios contei que, durante e época da faculdade, eu fazia bijuterias para vender para as amigas. Depois de cinco anos adormecido, resolvi despertar o ofício na tentativa de faturar um $ extra para o fim de ano. Deu certo. Foram algumas noites em claro produzindo colares e mais colares. Fiz as tags, imprimi etiquetas com os preços e dá-lhe coragem para mostrar as peças. Sorte que mulheres não andam faltando em minha vida. A intenção era ter fotografado tudo e criado uma página especialmente para as bijus, mas em razão de todos os acontecimentos, acabou não sobrando tempo. Mas sobrou um colarzinho pra contar história. Ó só!

Sobre a próxima aventura…

Também em um post (não com as mesmas palavras), eu contei que minha irmã havia se mudado para a Europa para um intercâmbio entre universidades. E tcharan… Estou de férias e de malas semiprontas para embarcar para a primeira grande aventura das irmãs Possas.

As passagens estão compradas desde agosto, mas minha supersticiosidade só me deixou contar agora. Depois de tudo, o que eu mais precisava era mesmo de um tempo fora. Curtir a hermanita e conhecer lugares e culturas diferentes estão na minha lista de coisas que fazem a vida valer a pena. Na próxima terça-feira, embarco para a Espanha, que é onde ela está.  E de lá iniciamos nossa mochilada por alguns países. Se der, vou contando por aqui…

Sobre a importância de amar em paz…

Há quase dois anos e meio, o destino me presenteou com a sorte de um amor tranquilo (Cazuzeando). E depois dessa turbulência de coisas que aconteceram em 2011, eu devo admitir que o “dramômetro” alcançaria  índices muito superiores se eu não tivesse alguém que compartilhasse tudo comigo. Tenho que agradecer a Deus e a meus amigos, mas também tenho que agradecer ao Fabio, namorado e autor do nome deste blog, pelo companheirismo de todos os momentos. Pela compreensão da minha perda em uma situação tão delicada como a que vivi; pela coragem em encarar a galeria do Ouvidor em época de Natal; pelas noites de 12 horas de sono ininterruptos sem incômodos; pela ajuda com a mudança de apartamento; e por milhares de outras coisas que não mais caberiam aqui. Amar alguém, de fato, só pode ser fazer bem. E ser amado também!

Sobre o próximo ano…

Não quero promessas, não quero muitos planos nem expectativas. Quero as sensações inéditas, o entusiasmo pelo que não conheço e as surpresas dos próximos dias.

Quero apenas momentos leves, mais abraços apertados e diversão a todo o tempo.

E quero que, para você, seja assim também.

Feliz 2012!

Ufa! Acho que falei tudo! : )

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3 comentários em “Vá com Deus, 2011!”

  1. irma..que texto mais lindo! 2011 nos trouxe grandes alegrias e perdas irreparáveis. em 2012 com certeza teremos mais momentos inesqueciveis e outros obstáculos que conseguiremos ultrapassar! Obrigada pelo carinho com o Lu viu! E se jogue de cabeça nesta nova aventura que se inicia em dois dias! Prepare-se para o novo, para se maravilhar e se surpreender. Curta cada momento desta viagem que nao poderia ter chegado em hora melhor e continue disseminando sua alegria e seu amor! Feliz 2012! e faça mesmo dele um novo ano. te amooo amiga! mil bjinhos nossos!

  2. eu é que agradeço todo o companherismo e compreensão meu amor;
    até mesmo uma ida iterminável na galeria do ouvidor (de mau humor) com você vale a pena.

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