5, 4, 3, 2… 1!

Antes da meia-noite. Ufa!

Há um ano, eu fazia minha estreia neste blog. Ainda tinha sol. Era depois do trabalho e antes da ida ao cinema pra ver Tropa de Elite 2. Estava ansiosa. Queria tudo muito especial. E, pelo menos pra mim, foi! E tem sido!
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Quando ainda no digita e apaga sem fim, eu não tinha ideia do quão gostoso seria apertar o botão “publicar”, nem do quão alegre seria receber um aviso de mensagem pelo wordpress. Pois é… Sempre vibrei e vibro a cada recadinho e a cada mensagem carinhosa de incentivo.
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Também não imaginava o quão corrida estaria minha vida neste ano. Não ouvi todas as músicas da minha lista, não fiz a lista do que deveria ter no nécessaire dos meninos. Não escrevi sobre tudo de que gostaria…
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Mas foi um começo! E ainda há muito por ser dito!
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Obrigada pelas visitas nesses 365 dias!
Abraço de ursa!
Ana
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Mudei!

Quando a Rafaela, minha então companheira de república, ligou da imobiliária contando sobre o abusivo reajuste do aluguel, o que veio à minha cabeça foi: vamos ligar para o proprietário e tentar negociar. Mas ela foi taxativa em seu “não adianta”. O corretor já havia dito que o proprietário não estava para negociações. Portanto, o melhor mesmo seria procurar outro apartamento.

Pensei no transtorno de uma mudança a essa altura do semestre, nos projetos não terminados para o apartamento e nos gastos não previstos. Mas ok! Ao menos estávamos juntas (foi o que pensei).

Fui internalizando tudo aos poucos: as possibilidades de um quarto maior, de uma nova vizinhança por perto, de novos ares… Uma oportunidade involuntária de recomeço. E foi isso que me fez gostar da ideia de procurar um novo lar.

Achamos um apartamento razoável. Era menor que o atual, mas acessível a todas as moradoras. Quando já estávamos organizando os documentos, Rafa resolveu dar um passo atrás e tentar a tal negociação. Bem compreensível, já que seria ela quem mais perderia em conforto.

Com a mudança internalizada, Ana (outra moradora) e eu decidimos que, independentemente da palavra final do proprietário, da imobiliária ou de quem quer que fosse, seguiríamos com os planos. Organizamos tudo e demos entrada com os papéis.

O primeiro ap não deu certo. O condomínio não aceitou que uma república se mudasse para lá. E quando eu já estava quase instalando uma faixa de “abaixo a republicafobia” em frente ao prédio, eis que encontro outro apartamento. Infinitamente melhor, por gentileza do destino.

O fato é que o último mês foi estressante. De tombos consentidos no trabalho para resolver o leva e traz sem fim de papéis (obrigada, chefe!), de idas e vindas à casa dos meus pais para assistir o avô, que está doente (e isso é mais importante que tudo), de ligar o automático na pós e chutar a nerdeza para escanteio (temporariamente) e de me despedir (com o coração apertadinho) da irmã que foi desvendar a engenharia dos alimentos láááááá no velho continente.

Agora, as coisas começam a se ajeitar. E quero projetar para a casa nova todos os sentimentos que tenho buscado para minhas companheiras e eu: paz, espiritualidade, conforto, alegria, simplicidade e satisfação. Estamos felizes e entusiasmadas. Que venham as melhores energias!

Acredito que, embora sem aviso prévio, a mudança tenha vindo em excelente hora. Às vezes, só precisamos de “pessoas Rafaela” para movimentarem nossas vidas, ainda que elas mesmas desistam da movimentação a que deram início. Agora, devagarinho, vamos conciliando o tempo com as demandas da casa. E, aos poucos, tudo ganhará o seu lugar. Sem pressa, sem ansiedade e sem drama… Assim espero!

A foto (reprodução) é só para a primavera.

Faxina Geral

“Há muitas coisas boas em se mudar de casa ou apartamento. Em princípio, toda e qualquer mudança é um avanço, um passo à frente, uma ousadia que nos concedemos, nós que tememos tanto o desconhecido. Mudar de endereço, no entanto, traz um benefício extra. Você pode estar se mudando porque agora tem condições de morar melhor, ou, ao contrário, porque está sem condições de manter o que possui e necessita ir para um lugar menor. Em qualquer dos dois casos, de uma coisa ninguém escapa: é hora de jogar muita tralha fora. E, se avaliarmos a situação sem meter o coração no meio, chegaremos a um previsível diagnóstico: quase tudo que guardamos é tralha.

Começando pelo segundo caso, o de você estar indo para um lugar menor. Salve! Considere isso uma simplificação da vida, e não um passo atrás. Não haverá espaço para guardar todos os seus móveis e badulaques. Se você for muito sentimental, vai doer um pouquinho. Mas não é crime ser racional: olhe que oportunidade de ouro para desfazer-se daquela estante enorme que ocupa todo o corredor, e também daquela sala de jantar de oito lugares que você só usa em meia dúzia de ocasiões especiais, já que faz as refeições do dia a dia na copa. Para que tantas poltronas gordas, tanta mobília herdada, tantos quadros que, pensando bem, nem bonitos são? Xô! Leve com você apenas o que combina e cabe na sua nova etapa de vida. O que sobrar, venda, ou melhor ainda: doe. Você vai se sentir como se tivesse feito o regime das nove luas, a dieta do leite azedo, ou seja lá o que estiver na moda hoje para emagrecer.

No caso de você estiver indo para um lugar maior, vale o mesmo. Aproveite a chance espetacular que a vida está lhe dando para exercitar o desapego. Para que iniciar vida nova com coisa velha? Ok, você foi a fundo de caixa e não sobrou nada para a decoração, compreende-se. Pois leve seu fogão, sua geladeira, sua cama, seu sofá e o imprescindível para não dormir no chão. Para começar, isso basta. Coragem: é hora de passar adiante todas as roupas que você pensa que vai usar um dia, sabendo que não vai. Hora de botar no lixo todas as panelas sem cabo, os tapetes desfiados, as almofadas com rombos, os discos arranhados, as plantas semimortas, aquela lixeira medonha do banheiro, os copos trincados, os guias telefônicos de três anos atrás, todas as flores artificiais, as revistas empoeiradas que você coleciona, a máquina de escrever guardada no baú, o aquário vazio e o violão com duas cordas. Tudo isso e mais o que você esconde no armário da dependência de serviço. Vamos lá, seja homem!

Caso você não esteja de mudança marcada, invente outra desculpa qualquer, mas livre-se você também da sua tralha. Poucas experiências são tão transcendentais como deixar nossas tranqueiras para trás.” Martha Medeiros

Pois é, estou de mudança!

Solucionando um triângulo amoroso

Pra eu lembrar daqui uns anos…

Quem acompanha o blog – ou cai de paraquedas aqui por armadilhas do Mr. Google – sabe que tenho dois trabalhos: sou assessora de comunicação e consultora de imagem. Pois é, mas acontece que, assim como o seu dia, o meu também só tem 24 horas, e há uns meses eu já andava perdida com essa ideia de servir a duas senhoras que me consomem tanto tempo e dedicação.

Sabe assim, o drama de gostar muito de duas coisas e concluir que, mais cedo ou mais tarde, vai precisar abrir mão de uma delas? Então, eu estava passando por isso. E ter que optar por qualquer das profissões me traria muita angústia. Por isso, o jeito foi arrumar uma maneira de juntar tudo numa coisa só. Afinal, imagem também é comunicação. Então, peguei a assessoria, a consultoria e mais algumas economias e fui levar tudo pro campo da teoria, rsrs. Resultado: estou com minhas noites de segunda, terça e quarta comprometidas com um curso de pós-graduação que vai até dezembro.

Gestão Estratégica da Comunicação. Esse é o nome do bendito. A cada dia de aula, volto pra casa meio Sócrates: “só sei que nada sei”. E é por isso que eu quero saber. Os momentos têm sido prazerosos e leves, mesmo com tanta novidade a ser absorvida e com a sensação de às vezes estar voando pela Hellmann’s Airlines (viva o Júlio Pinto!). Ainda assim, começar algo novo traz aquela sensação boa de renovação e de troca.  E logo terei um monte de novidades pra contar.

Pra minha alegria, o pouco tempo de aula e o contato que já tive com meus professores e colegas trouxeram-me a convicção de que tomei a decisão certa. E o que não me faltam são inspirações, apenas tempo.  Por isso, as coisas andam tão paradas no Dona Drama.

De qualquer forma, vou tentar passar por aqui ao menos uma vez por semana, mas tenho certeza de que você vai entender se acaso não vir palavras novas com tanta frequência. Só não desista do clique de vez em quando, ok?

Rapidinhas!

Das copiações de moda:

O apartamento em que moro acabou de passar por uma reforma que incluiu a troca de todas as janelas. Ando afoita pra dar uma consultoria de imagem na casa, mas tenho que esperar até saber se o contrato de aluguel vai ser renovado ou se serei uma abadia* desabrigada em breve. Ainda tem mais essa. Como sou do tipo que não sabe esperar por nada, estou abusando da criatividade para transformar umas coisas e otimizar uns espaços.  Logo posto minhas “adaptações” aqui.

*Moro em uma república cujo nome é Abadia. A história é divertida. Um dia eu conto!

Das atribuições do trabalho (de assessoria):

Nesta semana irei me reunir com os assessores que trabalham na mesma rede de colégios que eu. Pra favorecer a integração e a formação da equipe, cada um ficou responsável pela elaboração de um workshop sobre um tema específico. Fiquei responsável por falar de cerimonial e etiqueta (também em razão da consultoria). Então, posts sobre o assunto em breve!

Das coisas que a gente não esquece…

Era o 1º dia de aula de química da 1ª série do Ensino Médio. O professor era novo, daqueles modernos, desbocados e descabelados.  Ao se apresentar à turma, distribuiu papéis contendo um texto do qual fez questão de explicar frase por frase e o qual tenho guardado há 11 anos. Leio e releio sempre, cada vez compreendendo melhor a mensagem que esse professor quis transmitir naquela época.

Estou em um momento de recomeço. Voltei a trabalhar ontem, depois de ter dado um mês de férias ao meu cérebro hiperativo. Agora, volto a ver minha família de quando em vez ao longo do ano, a ter que me organizar direitinho pra cuidar de mim e a ter que me administrar financeiramente em meio a essa inflação absurda (gente, tudo aumentou demais!).

Não vou fazer drama, nem tenho o direito. Adoro essa vida! Mas há dias em que acordamos nublados e precisamos de um empurrãozinho alheio pra sentir que as coisas estão valendo a pena. E pra isso existem os mais diversos métodos.  Sei que cada um tem o seu. No meu caso, dentre os abraços, as músicas e os doces, eu tenho os textos.

Como não resolve falar do milagre sem o santo, (ou do santo sem o milagre, não sei), segue abaixo o querido:

Sonhos: viva-os ou deixe-os
(Geraldo Eustáquio de Souza)

Realizar aquele projeto
O ideal de uma vida inteira
Fazer aquela viagem
Tocar um instrumento
Ter um lugar todinho seu

Assumir o corpo, a mente e o espírito
Mergulhar de cabeça nas coisas do coração
Ficar numa boa, por dentro e por fora
Transar o visual, sem medo nem culpa,
Uns quilinhos a menos, uns músculos a mais

Novos amigos – os antigos sempre perto
Novos amores – os antigos sempre amigos
Novos valores – os antigos no lixo

Jogar tudo pro alto
Liberar geral
Recomeçar

Mudar a profissão – ou de profissão
Mudar o emprego – ou de emprego
Mudar o País – ou de País

Perder o medo de perder
E ir ganhar a vida
Fazendo o que se gosta
Levando uma existência feliz

*Imagem daqui

É simples né?! Mas acredite, ajuda!

E pra você, qual método funciona?

Tirando a poeira…

Em 2010, descobri que quem tem um blog sempre está com algo pendente: um post atrasado, uma ideia encostada ou um desejo infinito por mais algumas horas no dia. É… Falta tempo!

Os últimos meses foram bastante assoberbados. Tive muitos eventos no colégio (sim, sou assessora de comunicação de um colégio), meu exame de proficiência de espanhol  e a conclusão de uma consultoria importante. Definitivamente, agora faço parte das estatísticas dos que saem às ruas pra comprar presentes de Natal na última hora. #vidadegentegrande

Mas não tenho do que reclamar, pois tudo isso ajudou a deixar meu ano mais lindo e realizado.  Trabalho, conhecimento e experiência são sempre bem-vindos. Que 2011 também seja assim. Pra todos nós!

Acontece que, antes de voltar a escrever aqui, eu precisava dar ouvidos a uma vozinha dentro de mim que dizia: “Ana, você precisa parar, você precisa dormir, você precisa namorar, você precisa lavar suas roupas…” E tirei as horas livres pra fazer isso tudo. Minha bateria estava no limite. Agora vai ficar tudo bem. Estou de férias!

E 2011 já começou.  No réveillon, não usei vestido novo, não comi lentilhas nem beijei ao dar meia-noite. Não fiz nada do que pede o protocolo, rsrs. Ainda assim, tenho a certeza de que este ano será tão iluminado quanto o que passou, com 12 meses novinhos pra viver. E escrever!

Feliz ano novo!