Em busca do fio da meada

Quando eu tinha 13 anos, na 7ª série, o colégio em que eu estudava passou a oferecer um curso de bordado em ponto cruz durante as tardes. Coisas de interior de Minas. Eu, moça chegada nos artesanatos que era, comecei a fazer as aulas, passando a dominar a técnica em poucos dias. Pra quem não conhece e como o próprio nome já diz, é um tipo de bordado em que a gente vai fazendo cruzinhas em um tecido furadinho, variando o número de pontos e de cores até formar uma letra ou desenho.

Exageros à parte, fazer bordado em ponto cruz exige paciência, capricho e perseverança. Um bom bordado é descoberto pelo verso, não pela frente. E um projeto simples, como uma toalha, por exemplo, pode demorar dias. Também é preciso material. Boas agulhas, um tecido com quadradinhos furados, bastidor (opcional) e mais aquilo que faz a mágica acontecer: a linha. Conforme aprendi, o melhor fio para o ponto cruz é o fio da meada, mais fino e macio que os outros.

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