No ateliê da Dona – projeto 3 (parte 1)

Pra tudo na vida há sempre duas opções: você pode sofrer pelas coisas que não tem, ou agradecer todos os dias pelas coisas que tem, tirando o máximo proveito disso.

Eu escolhi a segunda.

Tenho 26 anos.  Desde que saí de casa, aos 18, já morei com +5, +4, +3, +2, +1 e sozinha. E sozinha eu pretendia continuar por um tempo. Até que surgiu a oportunidade de me mudar para BH. Mas o que eu conhecia da capital, na prática, era o trajeto entre a rodoviária e o campus onde cursei minha primeira pós-graduação, praticamente nada.

Tracei as prioridades: morar perto do trabalho e num apartamento com vaga em garagem. O detalhe é que meu trabalho é na região centro-sul, o que já indica aluguéis impraticáveis para alguém ainda em início de carreira viver sozinho. Resultado: voltei a procurar por república. E graças à intervenção da Nossa Senhora das Redes Sociais, encontrei um lugar ótimo.

Mesmo que o quarto disponível fosse o menor já habitado por mim ever, topei sem hesitar. O apartamento era recém-reformado e a república recém-montada.

Dei um jeito no espaço. E hoje é meu quartinho mais gostoso do mundo. É onde eu durmo o melhor dos sonos, assisto a filmes, leio, escrevo, sorrio, choro… E o tamanho tem lá seu lado bom: nele, não entra nada que eu não vá utilizar.

No início do ano passado, resolvi estender o aconchego do quarto para o restante da casa, já que minha profissão me faz querer ver tudo bonito. Fui interrompida pela reforma das janelas, mas agora voltei decidida a colocar mais cor na minha sala, ou melhor, na nossa sala. Claro, ainda sem muitos dinheiros, mas inspirada por todas as coisas lindas que tenho visto por aí. E haja HD pra guardar tanto colorido.

E o primeiro projeto foi para a parede pálida (aliteração proposital).

Já estava na cabeça há um tempo: um monte de quadrinhos com imagens à moda da casa. O empecilho eram as molduras, que eu não achava em lugar algum com o preço de banana que eu queria. Até que, numa terça de folga em São João del Rei, achei a “Mundo Real”, uma loja só de artigos de RS1,99 com preços ainda de R$1,99. Trouxe 12 moldurinhas de madeira por R$23,50 (preço bom a gente tem que falar). E o resultado vai vindo de três em três, já que o tempo continua escasso.

A primeira imagem é do Feed Your Soul, um site que disponibiliza downloads gratuitos de artistas super talentosos. Gostei pelo aspecto parecido com selo de carta, por isso o picotado em volta.

A segunda figura era parte do folder da exposição Warhol TV, que esteve em cartaz no Oi Futuro há uns dois meses. Em casa, quase não assistimos a TV. Um pouco por falta de tempo, outro pouco por falta de hábito mesmo. A frase é só pra lembrar-nos de continuar assim.

A terceira foi xepa da xepa do Casa de Colorir na internet. Sem muitas explicações. Eu simplesmente gostei da imagem, gostei das cores e ponto.

O trabalho (inho) maior foi com as molduras. Lixei a que veio pintada de amarelo e pintei as outras duas de branco e de preto. Na verdade, uma terapia…

Agora, se você também quiser dar vida à sua parede, recomendo guardar tudo de impresso que ache bonito e imprimir tudo que estiver na web em gráfica. Barato sempre, mal feito nunca.

E se você gostou das moldurinhas e está lá por aquelas bandas da cidade dos sinos, a loja fica perto da estação de trem. Não tem erro. “Mundo Real”!

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