Oi + música de sexta retroativa

Oieee! Tem alguém aí?

Eu estou bem aqui, ouvindo a musiquinha do Fantástico e tentando me preparar para a volta às aulas de amanhã.

Semana passada tirei mini-férias, com direito a casa e comida de mãe e a longos cochilos depois do almoço. Deixei um pouco da saudade por lá, mas trouxe uma gripe bem típica do inverno mineiro que incluiu desânimo e mau humor no pacote.

Hoje, porém, resolvi tirar o pedigree da rebeldia e postar ao menos a música de sexta de domingo. Clássica!

Pra começar bem a semana!

E tem projetinho do ateliê saindo do forno… Aparece aí, ok?!

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No nécessaire do trabalho – para meninas

Quem trabalha em horário integral põe o dedo aqui o/

E se vez ou outra, nesse meio tempo, você se descabela, transpira, quebra a unha, chora, tem resfriado ou é pega de surpresa por uma cólica ou dor de cabeça, só tenho uma coisa a dizer: bem-vinda ao mundo das reais e mortais mulheres independentes do século XXI.

Pensando nisso – e aproveitando a minha temporada de limpeza de desktop – resolvi preparar um kit de primeiros socorros para se ter na gaveta da mesa de trabalho e/ou na bolsa, caso você não trabalhe o dia todo em um mesmo ambiente.

Na verdade, há quem já tenha seus essenciais do batente muito bem definidos e organizados, mas não custa reforçar. Vai que você não tem…

Fotos: *Ana Passos (as imagens estão meio hepáticas. O combo luz + cor da parede do meu quarto definitivamente não é o melhor amigo das lentes. Vou providenciar outro “estúdio” na próxima). *Não escrevi meu nome errado. Ana Passos é a quase publicitária que mora comigo.

Para mãos e unhas:

Vidrinho de cobertura extra brilho, acetona, algodão, lixas, pomada para cutículas e creme hidratante.

Nossas mãos estão mais em evidência do que imaginamos. E é melhor uma unha sem esmalte que com esmalte descascado. Se você tem aquela reunião importante, em que vai apresentar um super projeto, mas se esqueceu de fazer as unhas, é bom ter sempre um kitzinho desses por perto. Mas moça, atenção: discrição até pra esse tipo de coisa. Nada de ficar lixando as unhas em público nem bancando a manicure na frente dos colegas. Cuidar das mãos é como passar batom, uma coisa entre você e você mesma.

Para a pele:

Hidratante, desodorante e perfuminho.

Essa é uma questão até meio complicada, que merecia um post exclusivo. Muitas pessoas não têm noção dos odores que emitem ao longo dia. E que nós não façamos parte desse grupo. É uma questão de equilíbrio. Cheiro de menos incomoda tanto quanto perfume de mais.

Para a boca:

Fio dental, escova de dente e enxaguante bucal. Inclui-se aí o creme dental também, e, quiçá, uma balinha de hortelã.

Conhece a regra do meio metro? Não? Eu explico. Ao conversarmos com alguém, o ideal é que estejamos a, no mínimo, meio metro de distância do nosso interlocutor.  Mas muita gente não sabe disso, até a gente esquece também. Por isso, o melhor é que estejamos preparadas para não jogar o bafão em cima dos colegas. Além do mais, higiene bucal é saudável e previne um monte de outras doenças. Ponto pacífico essa, né?!

Para os cabelos:

Um pentezinho ou escova já resolve o problema. Mas se você acordou num dia em que seus cabelos decidiram virar os rebeldes mais sem causa da humanidade, é bom ter consigo uns grampinhos e umas gominhas de cabelo. Lembrando que o picumã deve sair arrumado de casa, hein! Nada chegar ao trabalho de cabelo molhado, com cara de “acordei atrasada, tomei banho correndo e vim”.

Para o corpo:

Se alguém inventasse a rede social da Neosaldina, não tenho dúvidas de que seria o maior sucesso nacional. Dor de cabeça em dia de hora extra e de entrega de projeto é quase tão certo quanto festa de formatura acabar em “viver e não ter a vergonha de ser feliz”.  E que comente agora quem nunca foi acometido pela pergunta: “Alguém aí tem um remédio pra dor de cabeça?” Pois é, previna-se disso.

Cólicas são menos freqüentes, mas não inexistentes. Nós, mulheres, sabemos bem disso.

E mais:

No nécessaire, ainda são indispensáveis os absorventes (poupei de imagens por motivos óbvios), uma toalhinha de rosto e uma caixinha de lenços de papel para os dias de choro incontido na TPM e de fluidos inconvenientes da gripe (eca!).

Não incluí maquiagens porque acho que a maioria já anda com as suas na bolsa. Mas se for o caso, recomendo um batonzinho, blush e corretivo, já que não raro saímos do trabalho como sósias da noiva cadáver.

Para guardar tudo isso:

Um nécessaire inteiro e limpinho. O meu é presente antigo. Ganhei para guardar minhas maquiagens quando eu ainda reporteava em TV, há uns quatro anos. Do tipo que tem história. Adoro!

Concluindo…

Você deve ter achado isso tudo óbvio, né?! Mas acredite, grande parte das pessoas não está nem aí pra isso. Experiência de quem convive com mais de mil por dia!

Em breve, um desses só para meninos!

Uma segunda chance para a roupa encostada

Post do tipo dever de casa.

Quando o assunto é organização de guarda-roupa, recomendamos que o(a) cliente elimine de seu armário quaisquer peças que ele(a) não utilize há pelo menos um ano. O motivo é bem simples: se nos 365 que se passaram ele(a) não encontrou a ocasião ideal pra usar tais roupas, é bem difícil que a encontre nos próximos 365. Certo? Bem, quase…

A lógica acima está correta, mas há exceções a serem consideradas, como tudo na vida. E é aí que entro com um exemplo do meu armário.

Há uns oito anos, minha mãe viu na novela idealizou  um  modelo de saia e pediu que minha avó costurasse pra mim. A vó fez direitinho. Uma saia caramelo, já que era “tendência”, de tecido flanelado, já que era inverno, e de cós baixo, já que eu tinha 18.

Os anos foram passando e a saia ficou lá, guardadinha no compartimento de inverno do guarda-roupa, rs. E entre uma arrumação de armário e outra, nunca tive coragem de dá-la pra alguém, justamente porque era uma roupa feita pela minha avó. E quer saber? Ainda bem!

Dois meses atrás, passei a mão na bonita e trouxe pra capitarrr. Pra você ter uma ideia de como ela é, decidi trocar a subutilização da minha câmera fotográfica pelo meu traço, simples e um tanto enferrujado, da ilustração. Acho que dá pra ter uma noção:

O modelo é esse mesmo. Envelope na frente e pregueado atrás. (Jih, tá dando pra perceber?)

Oito anos depois, eu vejo que a saia combina mais com o meu estilo hoje que com o que eu tinha aos 18. Claro que houve mudança. Como meu corpitcho “amadureceu” nesse tempo, o cós agora é alto, rs. O comprimento é um pouco maior que o do desenho, bom pro ambiente de trabalho, e a cor é ótima pra combinações.  Feitas as constatações, o restante foi só um empurrãozinho da interneta, nossa amiga.

*Imagens: Reprodução

Aí foi só fazer o exercício de “gradei” e “num gradei”. E veja só quantas possibilidades…

A única dúvida que ficou: qual a cor da saia?

Entre a gostosura e a fofura, rs!

E aí, captou qual é o dever de casa?

Fazendo seu próprio jeans flare!

O jeans flare está para o jeans boca-de-sino assim como a cor camel está para a cor caramelo.

Foto: Jack & Jil apud Honestly…WTF

Abre parênteses

Essas nominações da moda me lembram o cardápio do restaurante universitário da UFV, onde cursei Jornalismo. Num dia, tinha carne moída com legumes, no outro, tinha carne moída à provençal. De vez em quando, o provençal simples se tornava provençal XII. E quando a gente ia comer, o gosto de tudo era igual, mudava uma azeitoninha ou outra. Ou seja, comíamos as mesmas coisas, só que com nomes diferentes, rs.

Fecha parênteses

Implicâncias a parte (com ou sem crase, revisão?), não há nada de errado com os nomes dados às releituras. A gente sabe que as peças que já foram hit em outras décadas nunca voltam do mesmo jeito, principalmente na padronagem. Os corpitchos mudam, gente! E sempre há outros detalhes que vêm comprovar que o desenvolvimento tecnológico da indústria da moda cresce tanto quanto o das demais indústrias.

Mas enfim… O post de hoje tem gostinho de adolescência, aquela fase em que a gente se atreve a ser um pouco estilista pra imprimir nossa identidade naquilo que veste e, por isso mesmo, acaba customizando tudo. E haja máquina de costura da avó pra tanta criatividade! Na minha época, era calça que virava short, que virava saia, que virava bolsa, que virava sei lá mais o quê. A avozinha dava um jeito pra tudo.

E aí que o Stumble me indicou um blog com tutorial ensinando a “fazer” justamente a tal da calça flare por meio da customização.  Então, se você cansou daquela sua skinny e quer dar uma mergulhada nos anos 70 sem gastar muitos dinheiros, a hora é agora!

O crédito das imagens vai para o blog Honestly…WTF, que possui vários outros tutoriais bacanas pra quem gosta de colocar a mão na massa.

Para o projeto flare, você vai precisar de: uma calça jeans skinny; um pedaço de jeans (que pode ser de outras calças); um par de tesouras; um estripador de costuras (que medo!); uma máquina de costura (ou aquela costureira que já faz as barras das suas calças e ajusta seus vestidos) e uma régua.

De resto, acho que as imagens já são autoexplicativas.

Prontinho!

No ateliê da Dona – projeto 2

Este é para os sapatos! Projeto 1/3 faça você mesmo, 1/3 peça ao carpinteiro e 1/3 explore o seu designer, rs.

E antes de qualquer coisa, a tal da carpintaria:

Agora o projeto!

Nada que ninguém já tenha feito. Uma sapateira bem da minimalista, mas criada sob medida para o único espaço onde ela caberia: um pedaço do banheiro de empregada. O diferencial está na madeira, que é lá da carpintaria. Portanto, madeira reutilizada! \o/

Ali não tem muito segredo, você precisa de madeira velha e de um marceneiro (encontre um Seu João pra chamar de seu!). Depois, é só comprar a tinta em spray com a sua cor preferida.

Como eu não lido muito bem com a tinta, utilizo as habilidades de Pedro Figo, que, além de ser o designer gráfico da assessoria, é grafiteiro dos muros da vida e domina a técnica. O portfólio dele vale o clique.

Pra facilitar a limpeza, Pedro também me ajudou a colar um adesivo vinílico branco nas prateleiras. O namorado fez o transporte e eu retomei com a organização.

Prontinho!

Rodapé: que projetista de meia tigela eu, né?! Entrei basicamente com a ideia, rs.